quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Joana d'Arc

Em 1412 nasce Joana d'Arc na aldeia de Domrémy na fronteira da província de Lorena (França). Filha de Jacques d'Arc, tinha 3 irmãos, e todos levavam uma vida rude de camponeses, trabalhando na terra e na pastagem de rebanhos. Com a mãe, ela aprendeu a costurar e fiar além de ajudar o pai no campo. Devota e muito religiosa, estava habituada a rezar. Menina alegre, morena e robusta.

Em 1413 a França, sob o comando do rei Carlos VI, tido como irracional, reiniciou a guerra com a Inglaterra após o desembarque na Normandia do rei Henrique V . Evento conhecido hoje como a «Guerra dos Cem Anos».


Nessa época, lendas povoavam a França. A mais conhecida era:
"A vinda de uma donzela, que vestiria armadura e que salvaria a França".
Era o que dizia a beata Maria Robine, conhecida por Maria d'Avignon, muito respeitada no reinado de Carlos VI (rei da França).

Outra profecia antiga, dizem dita por Merlim, o mago do rei Artur, da Távola Redonda:
"Apareceria uma virgem de uma floresta de carvalhos, nas fronteiras de Lorena, que salvaria a França".
Joana cresceu ouvindo essas lendas. Indaga-se o quanto a conversa do povo, a religiosidade natural de uma região devastada pela guerra cruel, aliadas ao modo particular de Joana ser cristã e à singeleza própria dos camponeses traçaram o destino de Joana.

Joana tinha 13 anos, quando certo dia sentada debaixo de uma árvore, enxergou uma luz branca de brilho intenso. Nessa primeira aparição, foram desenhos iluminados que correspondiam a São Miguel e um grupo de anjos. Na segunda aparição: anunciou que Santa Catarina e Santa Margarida viriam até ela para dar instruções a serem obedecidas, por vontade de Deus. Desse momento em diante Joana passou a receber constantemente visitas de seus santos orientadores. As orientações eram sempre iguais a primeira – deveria frequentar a missa e ser uma menina correta.

Nessa ocasião, os ingleses e borgonheses tomaram toda a França. Em Domrémy os simpatizantes dos borgonheses (contrários ao governo), eram brutos e ambiciosos. O vilarejo onde Joana morava não era considerado território francês, por ser controlado pelos inimigos, o duque de Borgonha. E com 16 anos, o arcanjo Miguel dirigiu-se a Joana de maneira decisiva:
"Filha de Deus, encaminha-te para o reino da França. Cabe a ti expulsar os ingleses... e fazer com que o delfim tome o trono. Tua missão é essa. Joana és um soldado de Deus. O senhor te ajudará".
Mas ouve discussão sobre a origem divina ou não dessas mensagens. Mas Domrémy foi arrasada pelos borgonheses, e quando os camponeses voltaram de seus esconderijos, a cidade estava devastada. Nesse meio tempo as vozes de Joana voltaram:
"Procura o senhor Roberto de Baudricourt, em Vaucouleurs"
Senhor Roberto era capitão militar da cidade, que a ouviu e despachou, não acreditando naquela jovem menina. Mas devido a insistência da menina e como não visse outro modo de se livrar daquela maníaca, como se dizia dela, deu-lhe um cavalo, uma veste de soldado, uma espada, alguns militares como escolta e dispensou-a. Roberto de Baudricourt, mandou uma mensagem ao delfim, explicando o caso. O rei e seus palacianos prepararam uma cena para desmascará-la:

O rei infiltrou-se entre os cortesãos e ordenou que um rapaz se sentasse no trono. Assim que Joana entrou, olhou para todos os presentes, atravessou a sala, passando pelo trono e prosseguiu até que se ajoelhou aos pés do delfim. Ela não o conhecia nem por descrições, as moedas não apresentavam sua efígie, ele era ainda só o herdeiro do trono. Estavam em 1429. E Joana lhe disse: "Majestade, que Deus lhe dê longa vida! Fui enviada por Ele para ajudá-lo a se consagrar em Reims. Sois vós o rei, e ninguém mais".

Depois de ouvir sua história e de ser avaliada pelos bispos, e declarada pura e inocente, o delfim deu-lhe um uniforme de chefe, o comando do exército e consagrou-a na ordem da cavalaria. Conta-se que Joana mandou os soldados à capela de Santa Catarina para procurar uma espada que ali havia sido enterrada. Achada a arma cheia de ferrugem, Joana a empunhou, e então a espada brilhou como prata nova. Mandou fazer um estandarte de cetim branco, bordado com diversas flores e lírios circundando uma imagem de Jesus Cristo, que tinha um anjo de cada lado. Na parte de cima fez com que se escrevesse o nome de Jesus.

Assim Joana partiu em seu cavalo branco e com seu estandarte, para retomar Orléans, que estava em poder dos ingleses. Como estratégia atacou os fortes ingleses:
  1. Saint Jean le Blanc
  2. Les Augustins
  3. Les Tourelles, o maior de todos

Joana venceu a todos, em Les Tourelles foi ferida, mas venceu, e todos acreditaram em milagre da santa. E novamente as vozes lhe deram outra outras ordens: que o jovem rei fosse consagrado em Reims, com o nome de Carlos VII, e partiram então para novas batalhas.

Dois homens que eram primos disputavam o poder francês:
  1. Carlos VII, filho legítimo de Carlos VI – desengonçado, indeciso, introvertido, sem iniciativa e temia o primo
  2. o duque de Borgonha, conhecido como Filipe 'o Bom' – agil, esbelto, autoconfiante, esbanjador e amante das coisas boas da vida
Mesmo assim a simpatia do povo recaia em Carlos. E em 15 de julho de 1429, Joana e Carlos encontraram-se em Reims, quando se iniciou as cerimônias de coroação. Depois do triunfo da coroação, algumas das cidades ainda dominadas pelo duque de Borgonha, começaram a confraternizar com a França de Carlos. Faltava conquistar Paris. Mas o rei optou por um acordo com os borgonheses, ao ponto de devolver ao duque Filipe algumas cidades. Acontece que a Borgonha não era fiel, havia negociado um tratado com o rei Carlos e outro com os ingleses. E Joana numa cilada foi presa na torre de um castelo de de um nobre borgonhês e soube que seria entregue aos ingleses. Não teve amparo por parte dos antigos companheiros, nem o rei apareceu ou fez o menor esforço para libertá-la. Além dos ingleses a Inquisição também queria a morte de Joana. Durante um ano foi interrogada e torturada psicologicamente. Renunciou a sua fé nas vozes, mas depois voltou atrás.

Em 30 de maio de 1431 com os cabelos raspados e uma túnica branca, Joana foi queimada em uma fogueira, na praça no mercado de Ruão. A jovem clamou por Jesus até se calar de vez, era uma menina que ainda não completara 19 anos.

Quando Ruão foi tomada dos ingleses, o rei Carlos VII iniciou um trabalho para reabilitar a imagem de Joana. O novo julgamento em 1455, muitas testemunhas, parentes e soldados foram ouvidos. Joana d'Arc foi inocentada em 1456 pelo papa, que declarou a sentença de Ruão nula e falsa, livrando a jovem de todas as acusações. Séculos mais tarde, em 1920, Joana d'Arc seria canonizada.

Origem: 'Mulheres que mudaram o mundo' de Gabriel Chalita

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Dia Feliz


Dia completamente feliz... Sol, luz e alegria!!

domingo, 2 de agosto de 2009

Do varal para o armário


Vi isso na Revista Época São Paulo e achei uma dica e tanto, prática e bonita. Idéia simples, "aplicar os conceitos de design para tornar produtos de uso corriqueiro mais funcionais" explica a reportagem na revista. Uma idéia do estúdio Nó Design, que foi procurado por um pequeno empresário que vendia pregadores de roupas. Vai direto do varal para o guarda-roupa. Os cabides Quará são encontrados na loja ETNA ao preço de $2,50.


Fonte: Revista Época São Paulo – agosto 2009 e casa.abril.com.br

D. Leopoldina Imperatriz do Brasil




Arquiduquesa D'Áustria
Princesa Real Consorte de Portugal Brasil e Algraves (1817-1822)
Imperatriz Consorte do Brasil (1822-1826)
Rainha Consorte de Portugal (1826)





Infância e Adolescência
Em Viena na Áustria, no Palácio de Schünbrunn, em 22 de janeiro de 1797, nascia a Arquiduquesa Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda Beatriz de Habsburgo-Lorena, sexta filha do segundo casamento de Francisco I, Imperador da Áustria, e II da Alemanha (1768-1835) com Maria Teresa de Bourbon-Sicília (1772-1807). Seus pais eram primos-irmãos, ambos eram netos de Maria Teresa, a Grande (1717-1780), uma das maiores estadistas do século XVIII.

Sua educação foi primorosa. Normalmente, não se exigia muito das princesas, bastava ensinar-lhes a costurar e bordar, além, de boas maneiras e algumas aulas de piano. Mas não na casa dos Habsburgos. Ali, as mulheres tinham um nível cultural altíssimo, influenciado pelo Iluminismo. Desde pequena, Leopoldina foi submetida a um programa intensivo de aulas diárias, adquirindo conhecimentos científicos, políticos, históricos e artísticos, além de aprender idiomas estrangeiros, incluindo o francês, o italiano, o alemão e o latim. Aos 10 anos ficou órfã de mãe.

Um ano depois seu pai se casaria novamente com aquela que Leopoldina descreveria como a «pessoa mais importante de sua vida», Maria Ludovica. Também prima de Francisco I, como a imperatriz anterior, neta de Maria Teresa a Grande. Superava a defunta imperatriz em cultura e brilho intelectual, pois tivera uma educação esmerada. Musa e amiga pessoal do poeta Goethe, ela foi responsável pela formação intelectual da enteada, desenvolvendo na jovem o gosto pela literatura, a natureza e a música de Haydin e Beethoven. Não tinha filhos próprios, adotava de bom grado os da antecessora, e esses a chamavam de “querida mamãe”.

A morte da madrasta abalou Leopoldina em 1816. À tia Amélia, irmã de sua mãe, Leopoldina escreveu: “(...) devo-lhe tudo que sou, ela demonstrou-me em todas as ocasiões um amor e bondade verdadeiramente tão tocantes que deveria ser acusada da mais negra ingratidão, caso o meu coração fosse capaz de esquecê-la”. E o próprio Johann Wolfgang Von Goethe confessava em 1821: “Ainda não me refiz da morte da defunta imperatriz; é como se a gente desse pela falta de uma estrela principal que se acostumara a rever agradavelmente todas as noites” (OBERACKER, 1973 : 22)


Casamento
Em 1805, a família teve que fugir de Viena derrotada por Napoleão, que ocupou o Palácio de Schünbrunn. Para selar a paz com seu maior inimigo, Francisco I teve que casar a filha Maria Luísa (1791-1874), irmã predileta de Leopoldina, com Napoleão Bonaparte (1768-1835). Outra irmã, Maria Clementina (1798-1881), também deixou seu país para desposar seu tio Leopoldo das Duas Sicílias.

Naquela época, o casamento entre as casas reais era uma espécie de tratado de relações exteriores e tinha interesses dinásticos, políticos e econômicos para os países. Foi pensando numa boa aliança política que D. João, que tinha saído de Portugal também por causa de Napoleão e instalara sua Corte do Rio de Janeiro, desejava casar seu herdeiro com uma arquiduquesa de uma das famílias imperiais mais tradicionais, ricas e poderosas da Europa e nada mais indicado que a Casa da Áustria. A Arquiduquesa escolhida foi D. Leopoldina. O Marquês de Marialva foi enviado a Viena para negociar o casamento e trazer Leopoldina, então com 20 anos, para o Brasil.

Depois de uma longa negociação, D. Leopoldina casou-se em Viena, por procuração, com o então Príncipe D. Pedro de Orleans e Bragança, que foi representado pelo Arquiduque Carlos, irmão do Imperador da Áustria. Ela recebeu um medalhão com a imagem de Pedro, preso a um colar de diamantes de primeira água, e achou o noivo lindo. Em carta à irmã Maria Luísa, chegou a compará-lo a Adonis, confessando que já tinha olhado para a imagem mais de mil vezes.

No início de 1817, D. Leopoldina chegava ao Brasil com sua Corte, formada de médicos, zoólogos, botânicos e músicos. A cidade foi toda ornamentada para receber a Princesa com grandes festas. A bordo da galeota real, ela conheceu D. Pedro, por quem já era apaixonada.

D. Leopoldina não era sedentária, gostava intensamente da natureza e de andar a cavalo, caçava, colecionava plantas, minerais, insetos e animais. Usava túnica e calças, chapéu de homem de feltro ou palha, botas altas com esporas de tipo mineiro. Seduzida pelo moço a quem não faltavam encantos, pôde depressa fechar os olhos para não ver alguns dos seus mais graves defeitos de educação e de caráter, que só mais tarde a fariam penar ( SOUSA, 1972 : 78 ).

Encontrou na corte uma situação adversa à de Viena. Para quem fora criada no Palácio de Schünbrunn, São Cristóvão onde passou a morar, era um castelo de horrores, uma construção árida, cercada por lamaçal, montes de esterco e brigas entre alforriados e escravos. A vida do ponto de vista moral era solta. Havia pouco lugar para distrações e divertimentos alegres e ingênuos aos quais a arquiduquesa estava tão acostumada na casa paterna.

Em uma série de cartas enviadas a seus parentes na Europa, Leopoldina fazia observações sobre a família real e a corte de um modo geral: “A minha sogra sempre respeitarei como mãe de meu esposo, a sua conduta, porém, é vergonhosa e desgraçadamente já se percebem as conseqüências tristes nas suas filhas mais novas que têm uma educação péssima e sabem aos dez anos de idade tanto como as outras que são casadas” (OBERACKER, 1973 : 132).

Espantava a princesa com a situação de seu marido que, já casado, ainda recebia bofetadas da mãe. Se surpreendia também com a linguagem da corte portuguesa que era rude, lacônica e solta. D. Pedro, a mãe D. Carlota, o irmão D. Miguel e outros não hesitavam em servir-se publicamente dos mais baixos termos da “ralé”.

Já em relação ao sogro, D. João, apreciavam-se reciprocamente, por parentesco de alma e de inclinações. Brincando, teria dito certa vez que, se tivesse tido a escolha entre o rei e seu filho, não teria vacilado. Em carta a seu pai elogiou a D. João: “Amo e estimo o meu sogro como a um segundo pai, e acho que ele se parece muito com o Senhor, caríssimo papai, no que toca à bondade de coração e ao amor ao seu povo” (OBERACKER, 1973 : 132).

Os elogios também iam para sua cunhada Maria Teresa de Bragança, filha predileta de D. João. Esta princesa era a pessoa mais simpática e ilustrada da família real; levava uma vida moralmente impecável e tinha pendores que aproximavam de D. Leopoldina. “ Minha cunhada Maria Teresa é uma verdadeira amiga e eu gosto muito dela. Sua amizade e confiança para comigo me lembram a minha situação feliz na minha cara pátria”( IBIDEM).

Aos poucos D. Pedro se revelou um homem habituado a executar suas vontades, sujeitando a esposa a certos aborrecimentos, ela sempre, teve conhecimento das infidelidades do esposo, principalmente de sua relação com Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos. As relações com D. João eram amistosas, mas o mesmo não acontecia com a sogra, D. Carlota Joaquina, descrita por ela como uma mulher violenta. Mas apesar dos infortúnios o casal desfrutava momentos de prazer, com suas constantes cavalgadas e compartilhando o gosto de ambos pela música.

Do marido, a futura Imperatriz teve logo muitos motivos de queixar-se, a crônica a propósito é farta e muito bem conhecida. Apesar de tudo amava-o verdadeiramente e dedicadamente. Tudo soube suportar com discrição admirável. Do Imperador teve 7 filhos, 2 dos quais viu morrer infantes. De todos foi mãe extraordinariamente carinhosa e dedicada.

A essas virtudes, era possível acrescentar um senso político extremamente aguçado, uma notável capacidade de pressentir o momento da ação, e sugeri-la ao marido. Vinha esse senso marcado por um acentuado amor, que desde logo desenvolveu, pela terra e pela gente do Brasil.


Maternidade
Em nove anos de casamento ficaria D. Leopoldina grávida nove vezes: dois abortos e sete filhos:
  1. Maria da Glória (1819-1853) (Maria II, rainha de Portugal), casada respectivamente com os príncipes Augusto de Leuchtenberg e Fernando de Saxe-Goburgo-Ghota;
  2. Miguel (1820, falecido logo após o nascimento);
  3. João Carlos (1821-1822);
  4. Januária (1822-1897), casada com o príncipe Luís de Bourbon das Duas Sicílias, Conde de Áquila;
  5. Paula Mariana(1823-1833);
  6. Francisca Carolina (1824-1898), casada com o príncipe Francisco de Orleans da França, Príncipe de Joinville;
  7. Pedro de Alcântara (1825-1891) (Pedro II Imperador do Brasil), casado com Teresa Cristina de Bourbon, princesa das Duas Sicílias.

Sobre seu primeiro parto escreveu a seu pai em 20-04-1819: “Apesar de meu parto durar menos de seis horas, ainda estou, 15 dias depois, muito ferida, pois a cabeça de minha criança era muito grande(...), além disso a cadeira em que dei à luz era muito ruim e as minhas mãos ainda estão esfoladas pelos esforços(...)”. Queixava-se também dos médicos. “Acho que aqui é quase preferível a gente livrar-se da carga no mato à maneira dos animais selvagens” ( OBERACKER, 1973). D. Januária nascera com a princesa em pé, pendurada ao pescoço do marido. O último parto, o de D. Pedro, foi o mais difícil, durou mais de seis horas.

D. Leopoldina preocupava-se com o futuro dos filhos criados em ambiente tão sórdido, Maria da Glória, por exemplo, “brigava com o pai à mesa por uma coxa de galinha. Chicoteava escravos até sangrar, e, ainda tomava banho num dos corredores do palácio, sob as vistas de todos” (Graham, 1956 : 104).

D. Pedro teve sua arte própria para dar nome aos filhos. A mais velha lembrava a Virgem de sua devoção, Nossa Senhora da Glória. Miguel, seu irmão mais novo. João Carlos unira o nome do avô D. João VI e bisavô materno D. Carlos IV. Januária invocava a província do Rio de Janeiro. Paula Mariana evocava as cidades provincianas que se distinguiram pela sua adesão e lealdade para com o príncipe regente (São Paulo e Mariana). D. Pedro era ele mesmo, em segunda edição. Só que o filho em quase nada se pareceu com o pai.


Emancipação política
D. Leopoldina teve um papel decisivo na nossa independência. Em agosto de 1822 os brasileiros já estavam cientes que Portugal pretendia chamar D. Pedro de volta, rebaixando o Brasil, de Reino Unido para voltar a ser uma simples colônia.

Embora o príncipe regente não alcançasse grande popularidade entre os brasileiros, não tardaram a surgir manifestações de descontentamento aos primeiros sinais de tentativa de recolonização por parte de Portugal, com a transferência de importantes setores da administração para Lisboa.

A ida de D. Pedro marcaria uma grande ruptura entre o Brasil e Portugal, ocasionando um retrocesso na autonomia brasileira. Com a mulher, D. Pedro informava-se de muitas coisas da Europa da qual tinha noções vagas e incertas. D. Leopoldina, além da perfeita visão política, tinha a coragem necessária para assumir o patrocínio da causa. Não padece dúvida, que a princesa real era, na oportunidade, a pessoa que mais podia influir no ânimo do príncipe para que renunciasse à idéia do retorno a Portugal. As suas sugestões, sempre aferidas pela renúncia, costumavam ser acatadas pelo esposo, sempre mais impulsionado pelo estusiasmo do que pelo resultado do raciocínio ponderado.

Após amplas manifestações de apoio à permanência do regente, D. Pedro anuncia sua decisão, marcando a data histórica do "Dia do Fico", em 9 de janeiro de 1822. "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico". Reunido em frente ao Paço Municipal, o povo saudou a decisão do príncipe. Em 1º de agosto, declarou inimigas todas as tropas enviadas de Portugal sem o seu consentimento.

Com a eminência de uma guerra civil que pretendia separar a Província de São Paulo do resto do Brasil, D. Pedro passou o poder à Dona Leopoldina no dia 13 de Agosto de 1822, nomeando-a chefe do Conselho de Estado e Princesa Regente Interina do Brasil, com todos os poderes legais para governar o país durante a sua ausência e partiu para apaziguar São Paulo. Neste ínterim, a Princesa Regente recebeu notícias que Portugal estava preparando uma ação contra o Brasil e, sem tempo para aguardar a chegada de D. Pedro, Leopoldina, aconselhada pelo Ministro das Relações Exteriores José Bonifácio e usando de seus atributos de chefe interina do governo, reuniu-se na manhã de 2 de Setembro de 1822 com o Conselho de Estado, assinando o Decreto da Independência, declarando o Brasil separado de Portugal. José Bonifácio convocou o oficial de sua confiança, Paulo Bregaro, para levar a sua carta e a de Leopoldina para D. Pedro em São Paulo. Bregaro encontrou-se com o Príncipe e a sua comitiva nas margens do riacho Ipiranga no dia 7. Ao ler as cartas sobre os acontecidos no Rio, D. Pedro, referendando a medida tomada pela Princesa Regente, proclamou a Independência do Brasil.

Enquanto se aguardava o retorno de D. Pedro ao Rio, a Princesa Leopoldina, já como a primeira governante interina do Brasil Independente, idealizou a Bandeira do Brasil:
  • com o verde da família Bragança e
  • o amarelo ouro da família Habsburg.

A Princesa Leopoldina assinou o Decreto da Independência, separando o Brasil de Portugal em 2 de setembro de 1822, mas temendo uma repercussão negativa, por ela ser austríaca, José Bonifácio aconselhou-a a deixar o anúncio do decreto assinado a cargo de D. Pedro, este proclamou em 7 de setembro de 1822 o Decreto da Independência assinada pela Princesa Regente.

Leopoldina dedicou seu trabalho à construção do Império do Brasil, depois da Coroação de D. Pedro, o casal visitava repartições públicas, inspecionava a alfândega e hospitais. No final de 1822, Domitila fixou residência no Rio de Janeiro e Leopoldina foi obrigada a conviver com a amante de seu marido como sua primeira-dama, o que naturalmente não deve ter sido muito fácil para a Imperatriz e desgastou o relacionamento do casal.


Os últimos anos
Os últimos dias de sua vida ficaram obscuros, mas se tem conhecimento de que ela grávida, sofrera algum tipo de agressão do marido, que estava de viagem para o sul do Brasil e adoeceu em seguida, tendo perdido a criança, fato que fez seu estado de saúde se agravar.

Leopoldina tinha uma consciência de que, com a independência proclamada, dificilmente voltaria a pisar o solo europeu, pois a consolidação do império exigia sua presença aqui. “Deus, quão contente seria sentir a nossa querida neve e o ar fresco”. Essa renúncia foi a condição necessária para o gozo de sua vitória política e, ao mesmo tempo, o início de sua tragédia pessoal.

Na viagem a São Paulo, em 1822, D. Pedro conhece sua futura amante Domitila de Castro, depois agraciada com o título de Marquesa de Santos. À medida que aumentava a paixão do monarca pela cortesã, crescia na mesma proporção seu desprezo pela imperatriz.

Muito querida por seus súditos, Leopoldina ganhou logo a solidariedade das camadas populares. Ela começava a sofrer as mais insultantes humilhações. Uma delas foi a descarada nomeação de Domitila para a função de primeira dama da imperatriz, obrigando-a a conviver com sua rival sob o mesmo teto do Palácio de São Cristóvão (LOPES, 1998 : 88).

Cada vez mais deprimida, angustiada e grávida pela nona vez, Leopoldina acabou abortando. Se o aborto foi provocado por uma agressão verbal do imperador, se por agressão física, como circulou na cidade, não se sabe. O fato ocorreu após uma violenta discussão provocada pela recusa da esposa em comparecer a uma cerimônia de beija-mão, acompanhada apenas pela amante do imperador, o que equivalia a uma aceitação pública do relacionamento escuso.

D. Pedro ausentou-se por mais de um mês do palácio. Num rompante, escreveu a ele que decidisse entre as duas, ou "me dará licença de me retirar para junto de meu pai", ou seja, voltar à Áustria. Não teve tempo. Cada vez mais triste e doente, caiu entrevada ao leito. Em sua longa agonia, em meio a febres, delírios e solidão, ainda teve forças para ditar uma carta à irmã Maria Luísa, pedindo amparo aos filhos. "(...)chegado no último ponto de minha vida no meio dos maiores sofrimentos (...) ouvi o grito de uma vítima que de vós reclama não vingança, mas piedade e socorro do fraternal afeto para os inocentes filhos que órfãos vão ficar, em poder de si mesmos, minha adorada mana(...) por amor de um monstro sedutor me vejo reduzida ao estado da maior escravidão e totalmente esquecida do meu adorado Pedro” (RANGEL, 1928 : 207).


Morte
Morria D. Leopoldina sem rever “o adorado Pedro”. Estava este no Sul e lá recebeu a comunicação de que enviuvara. Tomou-o um pranto nervoso, talvez pelo remorso de ter feito sofrer aquela que tanto o amou.

Sua morte causou grande comoção perante a população do Rio de Janeiro. Disse o francês Jacques Arago: “Não me cansava de admirar os encantos dessa inditosa princesa”, e o seu conterrâneo Ferdnand Dénis a denominava “a mais pura, a mais excelente das mulheres” (OBERACKER,1985 : 156). Os mais sinceros eram os pobres e humildes que a soberana tinha sempre protegido quanto pudera. Os pobres negros andaram pelas ruas por muitos dias gritando. “Quem tomará partido dos negros? Nossa mãe se foi!” Segundo o relato de um velho escravo africano que trabalhava na Quinta da Boa Vista a respeito de Leopoldina: “Era muito boa, quando passava por nós, cativos, parava e dizia-nos palavras confortadoras. Seu marido era um moço arrogante, andava sempre com um chicotinho de cabo de prata, com o qual e por qualquer coisa batia nos outros” (SANTOS, 1927 : 8).

D. Leopoldina, sem dúvida, perdera o coração do marido infiel, conquistara, todavia, em compensação o coração de um povo inteiro.

Morreu no dia 11 de dezembro de 1826, longe de seu país e de seu marido. Quando os sinos das igrejas e os canhões das fortalezas anunciaram sua morte, a população em massa foi prestar sua homenagem a Imperatriz, que era extremamente bem quista, foi decretado luto de três dias na Cidade. A Imperatriz foi enterrada no Convento da Ajuda no Rio de Janeiro. Quando o convento foi demolido, em 1911, os restos foram transladados para o Convento de Santo Antônio, também no Rio de Janeiro, onde foi construído um mausoléu para ela e alguns membros da Família Imperial. Em 1954, foram transferidos definitivamente para um sarcófago de granito verde ornado de ouro, na Capela Imperial, sob o Monumento do Ipiranga, na cidade de São Paulo.

D. Leopoldina, primeira Imperatriz do Brasil, que no Brasil acrescentou ao seu nome o Maria, em homenagem aos Braganças, foi uma figura sempre esquecida pela maior parte dos historiadores que quase não fazem menção a sua participação no momento de emancipação política brasileira. Mulher de educação esmerada, à frente de seu tempo, de fino trato com as pessoas fizeram dessa mulher uma das personagens mais queridas do Brasil no início do século XIX.



...Chegada ao Brasil................................ D. Leopoldina.................No Conselho da Independência

Fonte: Os Impérios; Klepsidra; 'Dama dos Trópicos' - de Moreira Gonçalves, Gilmar; Museu Nacional

sábado, 1 de agosto de 2009

Oração

Oração ao Anjo da Guarda

Santo Anjo do Senhor,
Meu zeloso guardador,
Já que a ti me confiou
A piedade divina,
Sempre me rejas, guardes,
governes e ilumines.
Amém.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Amigas



Um encontro, uma tarde, chá e café, papos, fofocas, bolos e bombocados... encontro de amigas... a vida vai passando e a amizade de anos... anos... perene e saudável continua... Uma dica de saúde para o corpo e para a mente!!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Anjos? o que são?


Os Anjos são o exército de Deus e recebem o nome de Legião


Humanos não viram anjos, nem as criancinhas viram. Na Idade Média a grande mortalidade infantil fez associar-se a feição angelical à criança, para confortar seus entes que a perdiam. Até hoje, em lugares que vivem pessoas muito simples, pode- se ouvir quando uma criança morre, a expressão: - Morreu ... virou anjo. Não. Não é isso.


  1. Os anjos nascem Anjos.
  2. São criaturas celestes criadas por Deus.
  3. São seres reais, individuais e possuem outro material corpóreo.
  4. Os Anjos são mais antigos e sábios que os humanos, pois só servem a Deus desde o início da criação.

Desde os primórdios tempos, os antigos babilônicos por seus conhecimentos culturais , acreditavam que os deuses tinham um conselho de servidores menores que seriam os mensageiros e servidores maiores. A eles cabiam a função de proteger os rios, montanhas, florestas, animais e aos humanos. E, em especial, serem servidores superiores para pessoas especiais como aos que governantes de nações. A palavra anjo significa mensageiro e designa algumas vezes a pessoa humana que faz as vezes de mensageiro, conduzido pelo Anjo. Anjos são citados em livros sagrados de várias religiões: No Judaísmo, no Cristianismo, Islamismo, sempre intermediando entre Deus e os homens. Sempre quando anjos aparecem é com o intuito de proteger, numa manifestação do amor de Deus aos homens. (www.eradeaquario.com.br)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Pra não dizer que não falei das flores

de Geraldo Vandré


Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção...


Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...


Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão...


Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...


Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não...




Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...

domingo, 26 de julho de 2009

Perfumes

O perfume é uma mistura de óleos essenciais aromáticos, álcool e água, utilizado para proporcionar um agradável e duradouro aroma a diferentes objetos, principalmente, ao corpo humano. Os óleos essenciais são obtidos por destilação de flores, plantas e ervas, também são utilizados compostos químicos aromáticos. Os fixadores que aglutinam as diversas fragrâncias incluem bálsamos, âmbar cinzento e secreções glandulares de civetas e cervos almiscarados. Estas secreções sem diluir tem um odor desagradável, porém em solução alcoólica atuam como conservantes. Atualmente, estes animais estão protegidos em muitos países, por isso, os fabricantes utilizam almiscares sintéticos. A quantidade de álcool depende do tipo de perfume que se quer obter. Normalmente, a mistura deixa-se envelhecer por um ano.


História
A arte da elaboração do perfume nasceu no Egito, e transpuseram os limites dos tempos e das pirâmides, e se transformaram em um acessório apreciado pelos ricos mortais, ao invés de ser privilégio unicamente dos deuses e dos mortos; assim, os sacerdotes aos poucos transformaram seus templos em autênticos laboratórios de " Perfumes Artesanais" . Por volta de 2000 a.C., os primeiros clientes foram os faraós e os membros importantes da corte; logo, o uso do perfume se difundiu; trazendo um agradável toque de frescor ao clima quente e árido do Egito.

A necessidade de contar com essências refrescantes tornou-se tão fundamental que a primeira greve da história da humanidade foi protagonizada em 1330 a.C. pelos soldados do faraó Seti I, que parara de fornecer unguentos aromáticos. Pouco depois (1300 a.C.), coube ao faraó Ramsés II enfrentar uma revolta de peões em Tebas, que estavam indignados com a escassez de rações de comida e de unguentos. Os egípcios cuidavam muito de sua higiene pessoal, tinham hábito de lavar-se ao acordar, e também antes e depois das principais refeições; além de água, usavam uma pasta de argila e cinzas, a suabu, que era uma espécie precursora do atual sabonete; a seguir, friccionavam o corpo com incenso perfumado.

Os médico e químico persas Muslim e Avicenna (também conhecido como Ibn Sina) introduziram o processo de extração de óleos de flores através da destilação, o processo mais comumente utilizado hoje em dia. Seus primeiros experimentos foram com as rosas. Até eles descobrirem, perfumes líquidos eram feitos de mistura de óleo e ervas ou pétalas amassadas que resultavam numa mistura forte. A água de rosas era mais delicada, e logo tornou-se popular. Ambos os ingredientes experimentais e a tecnologia da destilação influenciaram a perfumaria ocidental e desenvolvimentos científicos, principalmente na química.

A partir da Espanha foi introduzido em toda a Europa durante o Renascimento. Foi na França, a partir do século XIV, onde se cultivavam flores, que ocorreu o grande desenvolvimento da perfumaria, permanecendo desde então como o centro europeu de pesquisas e comércio de perfumes.


Classificação pela Concentração
A concentração de uma fragrância pode ser classificada de acordo com a quantidade de óleos aromáticos diluídos em um solvente (mais comumente etanol e água):
  1. Parfum (extrato de perfume): a forma mais concentrada, entre 20%-40% (~25%) de compostos aromáticos (essência).
  2. Eau de parfum EdP (deo perfume): varia de 12-18% (~15%) de compostos aromáticos (essência).
  3. Eau de toilette EdT: 8-14% (~10%)de compostos aromáticos (essência).
  4. Eau de cologne EdC (deo colônia): 3-7% (~5%), baixa concentração de essências (essência).
  5. Splash Perfumes EdS: ~1% de compostos aromáticos (essência).


Fórmulas Básicas
Parfum álcool de cereais (95%Vol Etanol): 64% propilenoglicol: 3% água deionizada: 8% a 12% essência: 20 a 40% (~25%)
Eau de parfum álcool de cereais (95%Vol Etanol): 75% propilenoglicol: 2% água deionizada: 8% a 12% essência: 12 a 18% (~15%)
Eau de toilette álcool de cereais (95%Vol Etanol): 80% propilenoglicol: 2% água deionizada: 8% a 12% essência: 8% a 14% (~10%)
Eau de cologne álcool de cereais (95%Vol Etanol): 85% propilenoglicol: 2% água deionizada: 8% a 12% essência: 3 a 7% (~5%)
Splash Perfumes' álcool de cereais (95%Vol Etanol): 85% propilenoglicol: 2% água deionizada: 8% a 12% essência: ~1%


  • Dicas



Prada – fragância oriental amadeirada «luxuoso, clássico e sensual» Notas de óleo de bergamota italiana, óleo de laranja, flor de mandarina, mimosa da Índia, óleo de patchouli da Indonésia, bálsamo do Perú, absoluto de rosa, resina de ládano, baunulha, fava tonka, almíscar e resina de benjoim tailandês. Sua fórmula é composta de 40% de produtos naturais.







Rouge Hermès – floral âmbar oriental «marcante, elegante e sensual» Notas de ylang-ylang, rosas, íris, âmbar, cedro, sândalo, Bourbon vanila, mirra, Citrus e Labdanum.











Paris – floral «delicado, apaixonante» Notas de rosa, violeta, mimosa e vetiver.










Jaipur Boucheron – floral frutal «misterioso e encantador» Notas de pêssego, damasco, ameixa, rosa imperial e almíscar branco. Frasco em forma de bracelete.










Paloma Picasso – chipré floral «jovem e sensual» Notas de jasmim, jacinto, rosa, íris, musgo de carvalho, pêssego, sândalo e patchouli.








Chanel nº 5 – floral «elegância e luxo» Notas de ylang-ylang, jasmin, rosa, sândalo, vetiver e baunilha. Um dos perfumes mais clássicos da história dos perfumes.






OBS.:
  1. não existem perfumes específicos para cada estação. Use mais no inverno e menos no verão.
  2. a aromaterapia diz que o perfume da rosa estimula a mulher para o amor, alecrim aguça o carisma masculino.

  • Perfume: vem do latim "perfumum" que significa "no meio do fumo".



Fonte: Wikipédia e sites sobre venda de perfumes

sábado, 25 de julho de 2009

Horóscopo das flores – Amarílis

Amarílis – 19 de outubro a 7 de novembro



Amarílis é o nome de uma pastora que aparece na obra do poeta Virgílio, e a palavra, de origem grega, quer dizer deslumbrante. Também conhecida como açucena, é sinônimo de "orgulho" na linguagem das flores. Assim, quem é regido por Amarílis, é uma pessoa difícil de se cultivar, lidar e cativar. Poucos conseguem entender a sua natureza. Ao florescer, ela sabe usar como ninguém o seu brilho para ofuscar os outros. E isso incomoda.

Horóscopo das flores – Girassol

Girassol – 6 agosto a 28 agosto

Por ser uma planta alta que se destaca sobre as outras flores do jardim, o Girassol simboliza orgulho e nobreza. Quem veio ao mundo neste período tem tudo para se dar bem na vida profissional. As pétalas cor de ouro desta flor estão associadas ao dinheiro, à riqueza e à prosperidade. Sua energia solar o leva a brilhar em todos os campos da vida. As pessoas deste signo estão aqui para trabalhar, fazer o mundo girar e serem reconhecidas por tudo isso.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Os Anjos gostam





Sua relação com os Anjos começa pela sua casa. Anjos gostam de limpeza, de aromas, de beleza. Eles gostam de falar conosco através da brisa que entra pela janela, através dos raios de sol.





– Limpe sua casa:
  • jogue fora papéis, objetos que só atrapalham sua vida
  • as roupas que não usa mais, dê, venda
Coisas guardadas sem necessidade, condensam nossas energias, nos aprisionam.

Dê uma geral na sua casa, faça isso visualizando uma luz branca entrando, que desce de uma fonte infinita, que purifica tudo. Fale com os Anjos, enquanto arruma. Convide-os a entrar. Capriche. Quando acabar, compre flores ou plantas que estejam florescendo e espalhe pela casa, dando boas vindas aos Anjos. Estimule seus sentidos. Perfume tudo com incensos. Compre frutas, arrume tudo muito bonito. Também é bom borrifar um pouco de perfume que você gosta em alguma almofada.

Existe uma pequena oração, que dita com fé e coração pleno, manterá sua casa sempre feliz:


Cada casa tem um canto, cada canto tem um anjo, em nome do pai, do filho e do espírito santo, Amém.

  • Atraia coisas boas
Visite uma pessoa sábia
Sempre haverá perto de nós uma pessoa que consideramos sábia, que nos compreende, nos dá conselhos. Pessoas que dizemos ser "iluminadas"... Sempre que puder, procure por esta pessoa, ouça-a; muitas vezes, os Anjos nos falam através delas.

Crie um espaço sagrado
Escolha um canto da sua casa, um lugar onde sua presença é mais constante, faça um altar, pode ser o mais simples possível, mas faça com que seu coração fique ali, um lugar onde você se recolhe para meditar, sonhar. Através de uma atmosfera sagrada, os Anjos vão se ligar a você com mais facilidade.

Sorria
Sorria sempre. Imagine que você vai ter uma reunião chata e tensa. Se você entrar na sala sorrindo para os presentes, falando com todos de maneira amável, perceberá que metade desta tensão já foi quebrada. Tente sorrir sempre, assim você acaba energizando tudo a sua volta com uma grande positividade. O segredo do sorriso está num coração tranquilo, porque é ali que ele nasce. E ele contagia, apenas um sorriso, como se fosse um cumprimento. Ninguém resiste. Acabam mais cedo ou mais tarde lhe devolvendo o mesmo sorriso. Procure sempre sorrir.

Fale com alguém
Procure uma pessoa que você não vê há muito tempo. Ligue para ela, convide-a para um almoço. Crie laços carinhosos, as pessoas sentem muita falta deste tipo de sentimento. Tenha carinho pelas pessoas, se souber de alguém que se encontra em dificuldades, não espere que ele peça ajuda, vá até ele, mostre que você está por perto, ou faça algo anonimamente, e sinta como seu coração vai se sentir feliz.

Aceite ajuda
Nunca se sabe se alguém não é um Anjo disfarçado, isso pode acontecer a qualquer momento, em qualquer lugar. Portanto, fique atento às palavras e ajuda que vem muitas vezes de pessoas estranhas. Às vezes um estranho lhe diz exatamente o que você precisava ouvir. Quem sabe este estranho... não é um Anjo.

Veja um filme, leia um livro
Um filme muitas vezes poderá lhe contar justamente a história que você está precisando ouvir. Abra um livro ao acaso, leia com atenção a página, a resposta de muitas questões pode estar ali. Os Anjos estão lhe mandando sinais a todo momento, e eles vão fazer com que estas mensagens cheguem a você não importa os meios que usem. Mas para isso, você também precisa estar atento.

Viva a vida
Imagine o quanto foi esquematizado, programado, ajustado e premeditado para que você pudesse nascer. E você sem se dar conta, passa a maior parte do seu tempo achando que a vida é uma droga. Não faça isso. Perceba que você não tem nenhuma perspectiva de quanto tempo de vida você ainda tem, assim sendo, não desperdice seu tempo com coisas ruins. Seja feliz, viva a vida. Porque a vida nada mais é do que um grande espetáculo que a cada dia lhe oferece uma nova história, uma nova situação. É a magia da vida. Se você acertou ou errou, use apenas como um registro de experiência, para o minuto seguinte. Concentre todas as energias do mundo em você e passe para todos os que lhe rodeiam, faça com que as pessoas à sua volta sejam felizes, assim como você. A luz que você irá irradiar será percebida pelo mais infeliz dos mortais.

Origem: Net Love

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Na Paz


Na paz do meu sorriso

terça-feira, 21 de julho de 2009

Penélope


Para falar de Penélope, a mais fiel de todas as mulheres, é preciso falar de Ulisses, o mais astuto de todos os homens.

Ele reinava em Ítaca, pequena ilha no mar Jônico, na costa ocidental da Grécia. Ítaca é seca, áspera e cheia de força. Era ainda a Idade dos Heróis, por volta de 1300 a.C . Sobre sua origem há uma polêmica:



  • teria herdado o trono de Laerte, que seria seu pai?

Mas há lendas que Ulisses seria filho de Sísifo, produto de amores clandestinos de Anticléia, antes de ela se casar com Laerte. Seja como for ele é neto, por linha materna, de Autólico – o mais esperto e manhoso, o mais trapaceiro e ardiloso dos homens. A vida corria tranquila na ilha; os rebanhos constituíam sua maior riqueza. Fascinado pela beleza de Helena, invejada pelas deusas, Ulisses quis fazê-la sua esposa, mas vendo o número de pretendentes, desistiu. Deu sua atenção a Penélope, prima de Helena, filha da ninfa Peribéia e de Icário.

Para não acontecer nenhum problema entre os rejeitados por Helena, Ulisses propôs um pacto de solidariedade entre os pretendentes, seja lá qual fosse a escolha da beldade. E se aquela união sofresse qualquer ameaça todos acorreriam em socorro. Helena escolheu o rei Menelau. O casamento durou pouco, pois foi raptada pelo troiano Páris, por causa disso, os pretendentes entram em uma guerra, que durou 10 anos.

Ulisses e Penélope casados algum tempo, tinham um filho de 1 ano – Telêmaco. Ulisses tentou escapar dessa obrigação de ajudar Menelau, fingiu-se de doido, mas não deu certo e não pode escapar de ir em auxílio dos reis na guerra.

Ao fim dos 10 anos que durou a Guerra de Tróia, depois de muita dor, de muita miséria, de muitos ferimentos, de muitas mortes, os heróis estavam prontos para o regresso. Menelau foi o primeiro a partir, junto com Nestor. Depois deles seguiu Ulisses, que se desentendeu com dois chefes e resolveu voltar para se juntar a Agamenon. Uma tempestade fez com que perdesse a rota e seguisse para regiões desconhecidas.

Era o início de uma fantástica sequência de desastres e desacertos. Navegando sem rumo Ulisses chegou:
  1. ao país dos cicônios.
  2. ao país dos lotófagos – os comedores de flores
  3. ao país dos ciclopes na Sicília, onde foram presos por um gigante – Polifemo (imagem ao lado)
  4. ilha de Circe
  5. ilha de Trinácia....
E assim os anos foram passando...

A essa altura, aportavam à ilha de Ítaca e a outras ilhas vizinhas os que sobreviveram a Guerra de Tróia. Passados alguns anos, Ulisses não voltava, acercaram-se reis e príncipes, visando casarem-se com Penélope e subir ao trono, vago. Penélope se viu obrigada a escolher um deles como rei e marido.

A deusa Palas Atena, que admirava Ulisses, desceu ao palácio em Ítaca e mandou Telêmaco, filho de Ulisses, informar com palavras duras os pretendentes que estavam presentes. A verdade era que Penélope tecia uma mortalha, há 4 anos, para seu sogro Laerte e dizia que não podia se comprometer antes de acabar essa obrigação sagrada. Mas o que fazia durante o dia, desmanchava grande parte durante a noite.

Ulisses foi transportado por um navio a Ítaca, com o auxílio de Atena, que o disfarçou de mendigo. Teve notícias do que se passara durante os 20 anos de sua ausência e a aflição que tantos pretendentes infligiam à sua família, e junto com seu filho planejou como dar um fim aos pretendentes.

Depois de conseguir se livrar dos muitos pretendentes, vestiu-se com majestosas roupas e conta a lenda que Palas Atenas o presenteou com tanta juventude e beleza que ele parecia imortal. Consta ainda que a deusa dos olhos gaios prolongou aquela noite, atrasando a saída da aurora às margens do oceano, para que o casal se amasse por muito tempo.

Origem: 'Mulheres que mudaram o mundo' de Gabriel Chaita

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Outro canto de casa



Este canto além de iluminado e com uma bela vista para a parte de fora da casa, traz um aconchegante bar, debaixo de uma linda escada que nos leva para os quartos da casa. Duas visões desse canto, a noite com iluminação de abajour e de dia com a iluminação natural.

domingo, 19 de julho de 2009

Georgia O'Keeffe

Nasceu em Sun Prairie, Wisconsin-EUA em 15 de novembro de 1887 e faleceu em Santa Fé, Novo México em 6 de março de 1986, pintora.

Estudou pintura no Art Institut of Chicago e mais tarde na Universidade de Columbia em Nova Iorque. Enquadrada na pintura modernista tem telas onde pinta os sedutores arranha-céus que nos finais do século XIX encantaram também outras pintoras como Tamara de Lempika. Em 1916 conheceu o fotógrafo Alfred Stieglitz, casaram em 1924 e Georgia começou expor no seu atelier de Nova Iorque.

As suas telas de paisagens e flores foram muito apreciadas a partir de 1928. Georgia é muito justamente considerada uma das pintoras norte-americanas de maior sucesso do século XX.













Fonte: Wikipédia e imagens: ocaiw.com

sábado, 18 de julho de 2009

Estudo dos Anjos

Em pleno fim do século XX, os anjos estão invadindo nossos corações com carinho e muita curiosidade. Hoje, com a proximidade da Era de Aquário, o tema é estudado por todos no mundo inteiro.

Unidos a uma vibração superior, todos nós poderemos iluminar o futuro. Através da comunicação com o mundo angelical, conseguiremos obter ajuda para que nossa passagem terrena seja vivida da melhor maneira possível. Para você contatar seu anjo vai depender de rituais e principalmente da essência da sua vida, da busca de seu encontro espiritual.

Tempo virá em que o amor abrirá todas as portas. Em primeiro lugar o amor a nós mesmos o que evitará que façamos mal uso de nossos dons. Depois o amor fraterno com total manifestação no mundo inteiro.

A Angeologia é o tema mais fascinante das ciências esotéricas. Tudo o que é considerado um dogma deve ser transformado em dúvida para depois ser questionado. A Angeologia está baseada na idéia de que Deus está presente em tudo e em todos, principalmente nas coisas mais simples da vida. O anjo representa a energia e a pureza do conhecimento de Deus. Segundo Santo Agostinho, os anjos possuem suas próprias virtudes e direitos, agindo sob o nome de Deus.

Os anjos podem manifestar-se nos homens através de pensamentos e idéias, já que são seres inteligentes. Eles nos auxiliam pela inteligência, boa vontade e na escolha certa das várias opções. A inteligência sempre leva à verdade e a verdade sempre ao bem. Os homens erram, porque seus conhecimentos vêm por etapas.

Porque as pessoas acreditam em anjos? Eles estão em todas as religiões, são seres iluminados e não levam em conta os registros de nossos atos negativos, portanto não perdoam, já que não cabe a eles julgar.

Os anjos nunca nos abandonam, não têm a necessidade de se refazer através do sono e não sofrem os efeitos do tempo. Eles conhecem as modificações do sistema nervoso humano pela mudança da cor da nossa aura. Mas nem por isso eles ficam o tempo todo a nossa proteção, pois assim não haveria perdas e dores. Os anjos tem um horário certo de atuar sobre cada pessoa.

A palavra ANJO vem do grego Angelus, que significa mensageiro ou emissário, isso quer dizer que os anjos são os mensageiros de Deus.

domingo, 12 de julho de 2009

Tiaras e lenços




Agora é a vez dos cabelos com volume e cacheados, sempre se fala isso, e continuamos vendo em todo lugar os cabelos lisos, escorridos, sem um fiozinho fora do lugar. Mas essa nova tendência de enfeitar os cabelos com tiaras – de todos os tipos – traz diferenciação para cada estilo de cabelo, sendo ele liso, volumoso, cacheado ou como os nossos: simples mortais...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Botas

  • Algumas dicas, pessoal, sobre como usar botas e estilos no ano de 2009