sábado, 21 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Eva

A Primeira
Abriu os olhos ao ser banhada pela onda. Olhou a água, a praia, sentiu um impulso. Sentou-se, depois ergueu-se. Viu pássaros voando, cantando. Pequenos animais peludos vieram cheirar seus pés. Sorriu sem saber que sorria. Admirava... Só então olhou para trás e descobriu um outro que no chão dormia. Olhou-se, polegada a polegada do próprio corpo foi descobrindo. Apalpou-se, macia e suave.

Viu o céu azul, aspirou odores diversos, fechou os olhos. Olhou o outro e o outro a olhou. Foi um mirar-se de vertigem, ver vendo-se. Ele ergueu-se rápido. Roçou-a e, um estremecimento percorreu os dois. Ele viu-a, primeira e esplendorosa. Mais bonita que as flores, mais desejada que os frutos. Ela era a fêmea, a fêmea em si, a expressão do feminismo. E esse feminismo o fascinou.

Caminharam. Banharam-se em tépidas águas. Ele conhecia os espaços e as espécies. Os animais serviam-lhes. Os leões caminhavam dóceis ao lado deles. Ele colheu os mais doces frutos e os ofereceu a ela. O ciclo da vida desenrolava-se no Éden. Paz, plenitude, completude.

...um dia ... Uma era ... A nudez era perfeição

... sub-repticiamente, coleando, avolumando, um querer apoderou-se do seu íntimo. Querer avassalador, agitando sensações interditas, conhecimentos irreversíveis. Ela conheceu o contrário, o negativo, o não. Possuída por esse ego devorador, Ela atraiu o outro e o convenceu. Ele a viu, fêmea voluptuosa, e o selo cósmico rompeu-se de alto a baixo. O céu escureceu, rimbombaram os trovões, os raios serpentearam nos céus e incendiaram a Terra. O animal separou-se do humano, o mineral e vegetal conformaram-se em reinos, mantendo apenas a cadeia de átomos, vibrando em ondas diferentes mas comunicantes.

Atraíram-se, abraçaram-se, forças superiores desencadearam-se e ruídos, suspiros, arrebentação de ondas, pios de pássaros, zumbido de insetos, olores suaves e fortes, almíscar e fragrâncias suaves assistiram ao primeiro amplexo.

Ela, Ele, o sexo entre eles, o amor edênico, memória nostálgica para sempre perseguida ... desordem, revolução, reprodução, nascimento e morte, carência, doença, dor ...

... a concha ... em gestação de nove meses ...

... e todo tempo que ele viveu foram novecentos e trinta anos e morreu. E teve filhos e filhas.

Origem: do livro 'Elas, Mulheres que marcaram a humanidade' de Lúcia Pimentel Góes

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Horóscopo das flores – Lírio

Lírio – 12 julho a 5 agosto

O Lírio é sinônimo de brancura e, também, inocência e virgindade. Quem é regido por Lírio, nasceu com alma pura, livre de preconceitos. Na Mitologia das Plantas, de Angelo de Gubernatis, a flor também é símbolo da fertilidade, por isso é característica das pessoas deste signo viver em função da família. Além disso, elas têm muita fé na força divina. Os Lírios costumam abandonar suas vidas nas mãos de Deus.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Em busca de Fátima

de Ghada Karmi
Editora Record - biografia

É amplamente conhecida a vergonhosa saga de genocídios, perseguições e atrocidades contra os judeus que culminaram na criação do Estado de Israel. O que pouco se comenta é que também os palestinos têm a sua trágica história. Este livro é um dos poucos relatos sobre os sofrimentos vividos por uma típica família palestina. Ele permite compreender e ver com empatia os dramas psicológicos ligados ao exilio que continuam ainda hoje a impulsionar a causa árabe. Em 1948, após um massacre na pequena aldeia de Deirn Yassin, nos arredores de Jerusalém, Ghada Karmi e a família tiveram de deixar a cidade e refugiar-se em Londres. Inevitavelmente, seu relato diverge da versão oficial de Israel; mas, ironicamente, sua história encontra muitos ecos na experiência judaica do exílio e nos problemas de identidade e assimilação.

(*) ótimo livro, para conhecer o outro lado

domingo, 25 de janeiro de 2009

Horóscopo das flores – Peônia

Peônia – 6 janeiro a 2 de fevereiro


A Peônia é, na China, um símbolo de riqueza, em razão do porte de sua flor de cor vermelha. O maior valor de quem é regido por esse signo é a honra. São pessoas valorizadas por seus feitos e que transmitem extrema confiança. Elas estão associadas à imortalidade e por onde passam deixam saudades. Mas é preciso deixar a vergonha e a timidez de lado. Quem é Peônia precisa saber se mostrar, se valorizar. Às vezes, é bom desabrochar para a vida.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Pedindo ajuda aos Anjos

Os Anjos podem mudar sua vida. E tudo o que terá de fazer é pedir que eles o ajudem. Apenas isso. Vamos considerar alquimicamente essa decisão, analisando suas quatro condições necessárias: querer, poder, saber e ousar.

Querer – Dou como certo que você quer entabular essa comunicação e que deseja realmente pedir ajuda aos planos superiores da existência. O querer é o motor de tudo. E se esse motor falhar ou inexistir, não haverá possibilidade de atingirmos a meta nem de obtermos resultado algum, por muito que essa meta e esses resultados tão desejados estejam nos esperando após a primeira curva do caminho.

Poder – todos podemos. Nem mesmo o fato de não se acreditar na existência dos Anjos será um impedimento para recorrermos a eles e nos beneficiarmos de sua ajuda. É mais do que certo que o poder da fé é enorme e que ela "move montanhas", mas nesse caso seu papel –embora ajude a estabelecer a comunicação – não é primordial. Não estamos aqui tratando de nenhum tipo de "auto-ajuda", "auto-programação" ou "auto-hipnose", mas sim de pedir – e obter – o auxílio de seres tão reais como nós, mesmo que nossos sentidos não sejam capazes de percebê-los.

Saber – na realidade, não existe protocolo nem normas estabelecidas. Qualquer chamada, qualquer tentativa de nos dirigirmos a eles que seja sincera e parta do coração chegará, será ouvida e atendida. No entanto, para evitar interferências é bom ter as seguintes recomendações em mente, que não passam de leis universais aplicadas a este caso em particular.

1. Evitar a pressa e a precipitação. Mesmo que as chamadas urgentes e desesperadas sejam prontamente atendidas, o contato com nosso Anjo da guarda – ou qualquer outro – se realiza melhor em uma atmosfera de calma e tranquilidade, tanto interior como exterior.

2. Lembrar-se sempre do imenso poder criativo da palavra. A fala inconsciente e ociosa contém sempre um perigo, e esse perigo se multiplica por mil quando os termos empregados têm uma carga transcendente ou divina. Na Religião judaica, a proibição de pronunciar o nome de Deus não precisa de justificativa. Até hoje, nos países de língua francesa, a expressão Nom de Dieu!, que para nós soa muito inocente, é considerada uma das piores blasfêmias a ser pronunciadas. E precisamente um dos mais frequentes abusos das palavras são as blasfêmias e as maldições. Por isso é conveniente evitarmos a companhia daqueles que costumam contaminar o espaço com palavras ociosas, para que a energia positiva não se distancie dali. É importante abster-se do emprego inconsciente daqueles termos que se referem ao mais sagrado: Deus, Jesus, a Virgem e todas as combinações de letras que nos ligam, de um modo ou de outro, aos planos superiores. O uso dessas palavras sempre provoca um efeito, e sua utilização em momentos de cólera ou rancor tem a mesma consequência de jogar uma pedra para o alto e ela, ao cair, atingir nossa própria cabeça. Tudo irá melhor na nossa vida se reservarmos as palavras importantes para momentos importantes.

3. Empregar sempre o tempo presente em nossos pedidos. No mundo dos Anjos não existe passado nem futuro; o sábio sufi Nasafi escreveu há mais de 1300 anos: "Os Anjos estão no mundo invisível, eles mesmos são o mundo invisível. Nesse mundo não há ontem nem amanhã, nem passado nem ano presente nem próximo ano. Indiferentemente, 100 mil anos passados e 100 mil anos futuros estão presentes. Já que o mundo do invisível não é o mundo dos contrários, a oposição é apenas um produto do mundo visível. O tempo e a dimensão temporal existem somente para nós, filhos das esferas e das estrelas, habitantes do mundo visível. No mundo invisível, não há tempo, nem dimensão temporal. Tudo o que existiu, existe e irá existir, está sempre presente". Portanto, devemos nos esforçar para não utilizar o passado e o futuro em nossos pedidos, a fim de evitarmos que seja difícil para o nosso Anjo captá-los. Lembre-se de que ele só conhece "o agora".

4. Expressar-se sempre de uma maneira positiva. Por exemplo, jamais devemos pedir: "Que eu não perca meu emprego" ou "Que meu marido não morra", e sim, pedir aquilo que de fato desejamos, de forma simples e direta: "Manter nosso trabalho" ou "que meu marido tenha sempre saúde e que o amor reine em nosso casamento". Ao utilizarmos frases negativas, mesmo que de maneira inconsciente, já estaremos imaginando a perda, a derrota, e será isso o que transmitiremos aos planos mais sutis da realidade e aos seres que atenderão às nossas súplicas; como consequência, é bem provável que seja isso o que obteremos no final.

5. Considerar o assunto terminado, até incluindo no pedido agradecimentos por já ter sido resolvido o problema apresentado. Essa é a forma mais efetiva de eliminar as dúvidas, que com certeza também seriam transmitidas, criando obstáculos em todo o processo. Trata-se de evitar por todos os meios que, enquanto nos dedicamos a fazer o pedido da melhor maneira possível, nossa mente esteja, na realidade, transmitindo: quero isto, mas não tenho muita certeza de que este pedido servirá para algo. Qual das duas idéias os Anjos deverão captar?

6. Sermos muito cuidadosos, pois receberemos exatamente aquilo que estamos solicitando, com toda uma série de implicações – inerentes ao fato ou ao objeto desejado – que talvez não consigamos imaginar. Convém compararmos as circunstâncias e as situações da vida com uma moeda: é impossível ter uma moeda com apenas uma face. Quem quiser possuí-la, forçosamente terá a moeda com duas faces.

7. Sermos claros e concisos, evitando as incongruências. Os Anjos não gostam de ouvir bobagens. Nunca devemos cair no absurdo de brincar com orações, como, por exemplo: "Senhor, dai-me paciência, mas a quero já"; nem de fazer pedidos malucos como o de um marido que deseja que a esposa lhe seja fiel, enquanto ele a trai com diversas amantes; nem de ter falsas atitudes como a de um ladrão profissional que assiste à missa e comunga todos os dias antes de iniciar sua jornada de "trabalho".

8. Finalmente, é importante dar as graças. Isto fecha e conclui o ciclo. A ação de agradecer consolida o favor obtido e nos confere título de propriedade sobre ele. Omitir o agradecimento é deixar aberto um círculo, pelo qual a energia pode escapar deixando efeitos indesejados.

Ousar – o passo mais decisivo é ousar a abordagem de um tipo de comunicação e de relação totalmente diferente. O primeiro passo é ousarmos pensar que, mesmo que nosso sentidos não captem os Anjos, existe a possibilidade de que sejam uma realidade e de que uma comunicação deles conosco é perfeitamente possível. Quem já possui essa crença precisa evitar acreditar que se trata de algo próprio de sua Religião. Não é assim. Estamos falando de uma realidade que supera e transcende todas as religiões. Por isso é conveniente desprender-se de todo sentimento de exclusividade religiosa. De imediato, devemos deixar de nos sentirmos privilegiados porque professamos a "verdadeira" religião. Todas as religiões são verdadeiras para seus seguidores e todas são falsas para os demais. A crença que nossa religião é verdadeira e as demais falsas será apenas um obstáculo no caminho do nosso progresso espiritual – e da nossa salvação – um obstáculo que, mais cedo ou mais tarde, teremos de eliminar.

Os que não acreditam que os Anjos existem – e que eles desejam nos ajudar – deverão adotar essa possibilidade como uma hipótese de trabalho, e pensar que se a existência dos Anjos é real, essa realidade terá de ser muito mais forte que qualquer bloqueio originado por sua incredulidade, e capaz de vencer tal bloqueio e de manifestar-se, senão de uma maneira sensível – dadas as limitações dos nosso sentidos – com fatos, pois, no fim das contas, são esse que nos interessam. Temos que nos atrever a iniciar uma comunicação com os anjos e lhes pedir ajuda, porém mantendo a mente totalmente aberta, sem querer forçosamente encurralá-los com nossas idéias preconcebidas.


"Peçam, e lhes será dado! Procurem, e encontrarão! Batam, e abrirão a porta para vocês! Pois todo aquele que pede, recebe; quem procura, acha; e a quem bate, a porta será aberta. Quem de vocês dá ao filho uma pedra quando ele pede um pão?" (Mateus 7,7-9)


quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Antologia poética

de Carlos Drummond de Andrade
Editora Record - poesias

"Ao organizar este volume, o autor não teve em mira, propriamente, selecionar poemas pela qualidade, nem pelas fases que acaso se observem em sua carreira poética. Cuidou antes de localizar, na obra publicada, certas características, preocupações e tendências que a condicionam ou definem, em conjunto. A Antologia lhe pareceu assim mais vertebrada e, por outro lado, espelho mais fiel." (CDA)


* trecho da nota da primeira edição, por Drummond

sábado, 10 de janeiro de 2009

Na ponta do morro

Na ponta do morro,
mulheres descalças
põem flores nas jarras
da capela de ouro.

As jarras são feias,
têm asas quebradas.
Também as toalhas
se esgarçam nas rendas.

As mulheres passam,
com gestos antigos,
entre crucifixos
e auréolas de prata.
Seus gestos são os mesmos
gestos de outras datas,
dentro de outras raças,
longe, noutros templos.

Mas não sabem disso,
e mudam, nas jarras,
as flores e a água
com o jeito submisso

de quem se contenta
em ser sombra vaga
da Vida Sonhada
por toda a existência.
(Poesia Completa, Canções; de Cecília Meireles)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Vacina contra HPV

Conheça um pouco sobre a vacina HPV
Indicada para prevenção de verrugas genitais e câncer de colo de útero preconizada a partir de 9 anos. Imunizando os vírus responsáveis pelo maior número de casos de câncer desse tipo. São 3 doses, e cada custa em média $400,00. Ainda não está disponível em centros de saúde públicos. Faixa etária de 9 a 49 anos.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Aprendendo a viver

de Clarice Lispector
Editora Rocco - crônicas


Neste livro Clarice é dona de casa e enfrenta os problemas como qualquer uma simples mulher. O fato de escrever para um jornal não a faz perder a majestade. Surpreende a percepção de um humor constante. Para muitos a descoberta dessa Clarice brincalhona será deleitosa novidade, e com espantoso prazer percebe-se a maneira livre e ousada com que ela desincumbiu-se da tarefa de escrever semanalmente para o jornal.

Poema da grande alegria

Olhavas-me tanto
E estavas tão perto de mim
Que, no meu êxtase,
Nem sabia qual fosse
Cada um de nós...
Era num lugar tão longe
Que nem parecia neste mundo...
Num lugar sem horizontes,
Onde, sobre águas imóveis,
Havia lótus encantados...
Vinham de mais longe...
De ainda mais longe,
Músicas sereníssimas,
Imateriais como silêncios...
Músicas para se ouvirem com a alma, apenas...
E tudo, em torno,
Eram purificações...
Não sei para onde me levavas:
Mas aqueles caminhos pareciam
Os caminhos eternos
Que vão até o último sol...
E eu me sentia tão leve
Como o pensamento de quem dorme...
Eu me sentia com aquela outra Vida
Que vem depois da vida...
Eleito, ó Eleito,
Eu queria ficar sonhando
Para sempre,
Tão perto de Ti
Que, no meu êxtase,
Nem se pudesse saber
Qual fosse cada um de nós... (Cecília Meireles)

domingo, 21 de dezembro de 2008

Corifeu

São demais os perigos desta vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma lua surge de repente
E se deixa no céu, como esquecida.

E se ao luar que atua desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher.

Deve andar perto uma mulher que é feita
De música, luar e sentimento
E que a vida não quer, de tão perfeita.

Uma mulher que é como a própria Lua:
Tão linda que só espalha sofrimento
Tão cheia de pudor que vive nua. (Vinícius de Moraes)

Reis Malditos

de Maurice Druon
Editora Bertrand Brasil - romance histórico


Série em sete volumes, a história da França, em um período do séc. XIV, que começa no reinado de Felipe IV, o belo, com a execução do grão mestre da Ordem dos Cavaleiros do Templo(os templários) –Jacques de Molay– em 1314, e termina com a coroação de Felipe VI, em 1328. A maldição dessa geração de reis que não conseguiam herdeiros masculinos. Intrigas, traições, paixões, assassinatos, a realidade para conseguir o poder do trono.

• O Rei de ferro
• A Rainha estrangulada
• Os venenos da coroa
• A lei dos Varões
• A loba da França
• A Flor-de-Lis e o Leão
• Quando um Rei perde a França

A Verdade

"A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
Só trazia o perfil de meia verdade,
E a sua segunda metade
Voltava igualmente com meios perfis
E os meios perfis não coincidiam verdade...
Arrebentaram a porta.
Derrubaram a porta,
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
Diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual
a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela
E carecia optar.
Cada um optou conforme
Seu capricho,
sua ilusão,
sua miopia." (Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 20 de dezembro de 2008

As "fugidas" da mãe

Ela bem sabia que devia, e sem intervalo nenhum ter a extrema dignidade de mãe que filhos exigem. Era, é claro, uma mãe digna desse nome.
Mas a vezes, cavalo bravio, como Eva a chamaria, dava uma "fugida" foi quando estava sozinha na rua e viu um homem vendendo pipocas. Então comprou um saco, e, andando em plena rua, comeu pipocas. O que provavelmente não lhe "ficaria bem". Como convencê-los de que além de mãe ela era ela. E essa pessoa que exigia a liberdade de comer pipocas na rua. Amém (Hoje é dia do amém, ao que parece.) – Clarice Lispector do livro 'Aprendendo a Viver'

Melhores Poemas de Cecília Meireles

de Cecília Meireles
Editora: Global Editora - poesia

"Recebi com prazer a incumbência de preparar uma seleção de poemas de Cecília Meireles para esta coleção que a Globo Editora intitulou 'Os melhores Poemas'. A este prazer juntou-se um justo pudor - o de selecionar poemas, de acordo com critérios muito pessoais, distantes, quem sabe, dos seus habituais leitores. Optei, então, por estabelecer algumas premissas, antes de me dedicar à seleção propriamente dita. Em primeiro lugar, não incluir as obras e os poemas que em si encerram um sentimento, uma emoção, uma reflexão, a meu ver, não divisível e que o leitor deveria receber como um todo. Levar em consideração as diversas fases da obra da autora, excetuando a inicial, por ela mesma excluída, por algum motivo, quando da edição da Obra Poética da Editora Aguilar. E por último, aproveitar minha longa experiência como intérprete da obra de Cecília Meireles, junto às mais variadas platéias, dentro e fora do país, que me permitiu avaliar, até certo ponto, as preferências do público." (Maria Fernanda – atriz – filha de Cecília)

80 anos de poesia

de Mário Quintana
Editora Globo - poesia



Uma nova edição das obras de Quintana, que recupera a forma original dos primeiros livros, na sequência em que foram publicados, e seu texto é rigorosamente estabelecido por especialistas na obra do poeta gaúcho, em versão definitiva. Poeta do velhos costumes e modos de viver, como se sonhasse com um lugar mais acolhedor e mais provinciano.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

As memórias de Cleópatra

de Margaret George
Editora Geração Editorial - biografia romanceada


Série em três volumes, reconstrói uma história de poder, paixão e glória da rainha do Egito, amante de Júlio Cesar e de Marco Antônio, que viveu um dos mais apaixonantes dramas da História Antiga.

• A filha de Ísis
• Sob o signo de Afrodite
• O beijo da serpente

domingo, 14 de dezembro de 2008

Encanto

Doidas e Santas

de Martha Medeiros
Editora L&PM Editores - crônicas



Reúne cem crônicas que falam direto ao coração. Nela Martha expõe os anseios de sua geração e de sua época. As alegrias e as desilusões, os dramas e as delícias da vida adulta, as neuroses da vida urbana, o prazer que se esconde no dia-a-dia, o poder transformador do afeto, os mistérios da maternidade, e muito mais. 

sábado, 13 de dezembro de 2008

Quero viver em liberdade


Abram-me todas as janelas!
Arranquem-me todas as portas!
Puxem a casa toda para cima de mim!
Quero viver em liberdade no ar,
Quero ter gestos fora do meu corpo,
Quero correr como a chuva pelas paredes abaixo,
Quero ser pisado nas estradas largas como as pedras,
Quero ir, como as coisas pesadas, para o fundo dos mares,
Com uma voluptuosidade que já está longe de mim!

Não quero fechos nas portas!
Não quero fechaduras nos cofres!
Quero intercalar-me, imiscuir-me, ser levado,
Quero que me façam pertença doída de qualquer outro,
Que me despejem dos caixotes,
Que me atirem aos mares,
Que me vão buscar a casa com fins obscenos,
Só para não estar sempre aqui sentado e quieto,
Só para não estar simplesmente escrevendo estes versos!
(de 'Saudação a Walt Whitman' – Álvaro de Campos – Fernando Pessoa)

Livro do Desassossego

de Fernando Pessoa
Editora Companhia Das Letras - texto



Livro narrado na sua maioria pelo semi-heterônimo de Fernando Pessoa, Bernardo Soares. Um conjunto de centenas de fragmentos, reflexões e devaneios. Livro para ter sempre do lado, e ler aos poucos saboreando esses deliciosos devaneios.

A arte de ser feliz

"Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim."
(Cecília Meireles)

Cem anos de solidão

de Gabriel García Márquez
Editora Record - romance


A triste história dos Buendía, a estirpe de solitários para a qual não será dada "uma segunda oportunidade sobre a terra", pode ser entendida como uma autêntica enciclopédia do imaginário, ela é narrada de modo a parecer sempre que tudo faz parte da mais banal realidade. Tudo se passa na fictícia Macondo, cidade fundada pelos Buendías, onde tudo pode acontecer. Personagens fantásticos marcam essa história.

A Princesa leal

de Philippa Gregory
Editora Record - romance histórico


No imaginário popular, Catarina de Aragão é vista como rainha desprezada por Henrique VIII, a nobre trocada por Ana Bolena, a renegada da corte dos Tudor. Este romance restitui a infância e a juventude da infanta de Espanha. Criada no palácio de Alhambra, em Granada, Catarina fora prometida aos 3 anos de idade a Artur, príncipe de Gales. No entanto, a morte prematura do marido fez com que Catarina se unisse a Henrique, seu cunhado. Ela foi criada para ser a Rainha da Inglaterra e não desistiu nunca de ser.

Diante da dor dos outros

de Susan Sontag
Editora Companhia das letras - estudo

Imagens da dor e da guerra são hoje apresentadas diariamente pelos meios de comunicação. O que provocam exatamente? Terão perdido o poder de nos chocar? Estamos insensibilizados pelo bombardeio de imagens? Susan Sontag reflete aqui sobre o efeito das imagens de sofrimento em nossas vidas, traçando a evolução dessa iconografia desde as pinturas de Francisco de Goya (1746-1828), num percurso que passa pelas fotos dos campos de concentração nazista e pela Guerra do Vietnã, chegando até as imagens da destruição do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001. A relevância dessas imagens depende, em última instância, de como nós, espectadores, as encaramos. Mostra também a verdade sobre fotos famosas, forjadas para acreditarmos que foi espontâneo e que carregamos a mentira até hoje.

Maria Antonieta

de Evelyne Lever
Editora Objetiva - biografia

a última rainha da França

A vida junto a família em Viena, o casamento em Versalhes, a corte francesa, o tédio, a hipocrisia, a solidão, os grandes aliados e o inimigos implacáveis, divertimentos extravagantes, escândalos, intrigas, paixões fulminantes, rebeliões camponesas, a queda da Bastilha, o ataque a Versalhes, a multidão enfurecida em Paris, a fuga, o encarceramento, o julgamento......a guilhotina. Uma história mais humana de Antonieta, mais bondosa para com ela, que foi sempre intitulada como má e extravagante.

O que acontece com as crianças

Aprendi a escrever lendo, da mesma forma que se aprende a falar ouvindo. Naturalmente, quase sem querer, numa espécie de método subliminar. Em meus tempos de criança, era aquela encantação. Lia-se continuamente e avidamente um mundaréu de histórias(e não estórias) principalmente as do Tico-Tico. Mas lia-se corrido, isto é, frase após frase, do princípio ao fim.
Ora, as crianças de hoje não se acostumam a ler corretamente, porque apenas olham as figuras dessas histórias em quadrinhos, cujo "texto" se limita a simples frases interjeitivas e assim mesmo muitas vezes incorretas. No fundo, uma fraseologia de guinchos e uivos, uma subliteratura de homem das cavernas.
Exagerei? Bem feito! Mas se essas crianças, coitadas, nunca adquiriram o hábito da leitura, como saberão um dia escrever? (Mário Quintana)

Meu adorado Pedro

de Vera Moll
Editora Bom Texto - romance histórico

romance baseado na vida de D. Leopoldina

O mais gratificante neste romance, é que enquanto o leitor é conquistado pela história da paixão de Leopoldina por Pedro, é também convidado a caminhar e cavalgar pelas ruas e becos do Rio, num passeio nostálgico pela capital do império no momento em que política, ciúme e traição conviviam lado a lado. É conhecer uma Leopoldina inteligente, decidida e audaz nas atitudes políticas e, eternamente apaixonada por Pedro e pelo Brasil.

O Diamante Maldito

de Susan Ronald
Editora Record - romance histórico


A pedra preciosa mais cobiçada do mundo - o diamante Sancy - e sua história de seis séculos, que começa na Índia, abre caminhos através de 3 continentes, passando por alguns dos eventos mais espetaculares da história européia. É também um passeio por reinos e impérios, onde conhecemos a ganância, a traição, as intrigas e a ambição do ser humano.