domingo, 13 de setembro de 2009

As flores das frutas

... cada fruta tem sua flor ...

Cada fruta nasce de uma flor, uma beleza que traz uma delícia...
A beleza da flor e a delícia da fruta!
O bem para os olhos e o bem para o corpo!
A suavidade das cores, o aroma e o sabor...



Morango.................................................... Manga


Castanha do Pará.......................................Ameixa


Laranja......................................................Pêssego


Avelã............................................................Mirtilo


Damasco....................................................Limão


Amora.......................................................Abacaxi


Amêndoa..................................................Toranja (grape-fruit)


Groselha....................................................Pêra


Tangerina.....................................................Maçã


Banana........................................................Cereja


sábado, 12 de setembro de 2009

Morar em uma igreja

Uma família na Inglaterra comprou uma igreja por 92 mil libras e gastou 300 mil libras na reforma.


A igreja que virou casa













sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Nefertari

Nefertari a esposa do Grande Ramsés II (faraó do Egito). Não deparamos com familiaridade nem confidência romântica, mas um casal régio em toda a sua glória e majestade. Ramsés honrou Nefertari de maneira excepcional. Embora tenha vivido bem mais do que ela, e outras esposas tenha tido, foi ela a única rainha ligada ao reinado de Ramsés.

Os pais de Nefertari são desconhecidos, eram talvez de origem relativamente modesta. Seu nome significa "a mais bela", "a mais perfeita", sendo muitas vezes seguido do epíteto "amada de Mut". Duas importantes referências:


  1. uma grande antepassada, a rainha Ahmés-Nefertari
  2. deusa Mut, esposa de Amon, senhor de Tebas

Nefertari desposou Ramsés antes de este ser faraó. Portadora de amor e do poder da Criação, a palavra da rainha torna felizes deuses e humanos. A sua formulação adoça o coração de Hórus, o rei, e traz-lhe a paz. Interpretando as inscrições ao pé da letra: teve quatro filhos e duas filhas.

Papel político – no ano I do reinado, a grande esposa real foi associada a atos importantes; depois de participar dos ritos de coroação, Nefertari foi apresentada junto de Ramsés, em Abidos, na cerimônia em que o rei nomeou Nebunenef sumo-sacerdote de Amon, assegurando-se assim da fidelidade do rico e poderoso clero de Tebas. Teve um papel ativo nos grandes rituais do Estado, indispensáveis para perpetuar a prosperidade das Duas Terras. Exerceu uma forte influência na política externa. Nas longas negociações, necessárias para conter a paz com os hititas.

O Palácio em Pi-Ramsés, capital, onde o casal real viveu era suntuoso:
  • no centro, uma sala com colunas coloridas
  • uma sala de audiências
  • uma sala do trono
  • a decoração sobre cenas campestres, a fauna e a flora
  • aposentos privados com grande conforto, com sala de banho
  • jardins e lagos, acácias, palmeiras, sicômoros e romãnzeiras

Abu-Simbel – no centro da Núbia, 2ª catarata do Nilo, dois templos escavados na falésia, na margem do rio, cerca de 1 300 km ao sul de Pi-Ramsés. A deusa Hathor reinava nesse lugar, sob a proteção da soberana do amor celeste, o faraó decidira exaltar o casal régio de maneira monumental, nos dois templos próximos um do outro. Estes templos foram inaugurados por Ramsés e Nefertari no inverno do ano 24 do reinado. De acordo com as inscrições hieroglíficas, Ramsés mandou-o construir como obra de eternidade para a grande esposa real Nefertari, a amada de Mut, para todo o sempre, Nefertari, para cujo esplendor o Sol brilha. Esse pequeno templo é uma maravilha, a estatura da rainha é igual à do rei. A cena da coroação de Nefertari é extraordinária: a rainha, na suprema elegância do seu corpo fino e alongado, tem na mão direita a "chave da vida" e, na esquerda, um cetro floral. Sua coroa é composta de um Sol no meio de dois chifres e duas altas plumas, que fazem dela a encarnação de todas as deusas criadoras. Na fronte, o uraeus, a cobra fêmea que queima os inimigos e dissipa as forças negativas. Ramsés é o esposo do Egito, e Nefertari a mãe; no naos do seu templo, ela identifica-se com Hathor e Ísis, cria as cheias e dá vida a todo o país.

Morte – nenhum documento identifica a data de sua morte. Outro monumento que canta para sempre a glória de Nefertari é a sua morada eterna no Vale das Rainhas, que é uma grande obra-prima da arte egípcia e recentemente restaurada. Essa morada eterna é vasta e inclui várias salas que conduzem à "sala do ouro", onde o corpo de luz da rainha havia sido animado pelos ritos. A morada eterna de Nefertari é um verdadeiro livro de sabedoria, reconstituindo as etapas de uma iniciação feminina. Muito para além da sua existência terrestre, a grande esposa real de Ramsés II lega-nos assim um inestimável testemunho.

Origem: 'As Egípcias' de Christian Jacq

sábado, 5 de setembro de 2009

Flor de Lótus

A imagem da flor de lótus simboliza elevação e expansão espiritual. Na maioria dos países da Ásia o lótus é considerado sagrado. Também é conhecida como lótus-egípcio, lótus-sagrado e lótus-da-índia, da família mesma família da vitória-régia, nativa do sudeste da Ásia (Japão, Filipinas e Índia).

A pureza da flor é associada à Buda, e ocorre em alusão ao processo de germinação da flor que emerge de águas lodosas para a superfície e quando desabrocha mostra toda a sua beleza e força, abrindo as flores brancas imaculadas.


A flor de lótus brota com facilidade em praticamente toda a Ásia. Cultivada em:
  • vasos imersos,
  • lagos,
  • espelhos d'água ou
  • tanques de jardim.
Por ser uma planta aquática, dispensa regas e requer adubação apenas uma vez por ano. Precisa de sol a maior parte do dia. Sua haste, pode alcançar mais de 1 m acima do nível da água.

Na Índia, a imagem da flor está relacionada à criação do universo. Os deuses costumam aparecer sentados ou em pé sobre a flor, como é o caso dos deuses Ganesha, Lakshmi e Shiva.

Posição de Lótus na Yoga – nesta ásana (postura), se senta com as pernas cruzadas e entrelaçadas, mantendo a coluna ereta e as mãos pousadas sobre os joelhos.

Muitos monges e budistas em práticas meditativas imaginam flores de lótus surgindo debaixo de seus pés enquanto andam, assim estariam espalhando o amor e a compaixão de Buda simbolizados pela flor.

A flor é enigmática até para a ciência, que procura descobrir:
  • porque as folhas da flor de lótus são autolimpantes, repelindo poeira e microorganismos.

Origem: vilamulher.terra.com.br – Por Karina Conde

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Cor de rosa choque

de Rita Lee e Roberto de Carvalho

Nas duas faces de Eva
A bela e a fera
Um certo sorriso
De quem nada quer...

Sexo frágil
Não foge à luta
E nem só de cama
Vive a mulher...

Por isso não provoque
É Cor de Rosa Choque

Não provoque!
É Cor de Rosa Choque

Não provoque!
É Cor de Rosa Choque

Por isso não provoque
É Cor de Rosa Choque...

Mulher é bicho esquisito
Todo o mês sangra
Um sexto sentido
Maior que a razão
Gata borralheira
Você é princesa
Dondoca é uma espécie
Em extinção...

Por isso não provoque
É Cor de Rosa Choque

Não provoque!
É Cor de Rosa Choque...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sara Bernhardt, a atriz

Sara Bernhardt (1844-1923), cresceu na Bretanha, conhecendo apenas a afeição da pobre ama camponesa.

Certa vez, caiu no fogo, pois estava presa a uma cadeirinha, enquanto a ama trabalhava na colheita de batatas. Seus gritos foram ouvidos, acudiu muita gente. Seu apelido era Flor-de-leite, e ela foi submergida em leite recém tirado e untada com manteiga. Apareceram tias de todos os lados. Sua mãe, viajava pelo mundo e raramente aparecia para visitá-la. Um dia atirou-se pela janela, quebrou um braço em dois lugares e partiu a rótula. Levou dois anos para curar-se, por ser extremamente frágil. Aos sete anos foi para o internato. Quis ser freira. Foi enviada para o conservatório, para estudar arte dramática.

Ficou conhecida por ter gênio violento. Magra, franzina, pálida, olhos vivos, boca amargurada, cabelos crespos de um loiro dourado. Uma de suas primeiras apresentações representou uma russa desmiolada, numa peça fraca. Os comentários impiedosos da mãe a fizeram partir para Espanha. Quando regressou, não conseguiu mais morar com a mãe e mudou para outra casa e levou sua irmã caçula, ainda pequena. Logo consegue um contrato com o Teatro Odéon. A primeira peça não lhe rendeu nada, mas Zacharie marcou seu triunfo. Sua voz impressionou a todos, e seus gestos harmoniosos. Passou a ser a preferida dos estudantes. Nesse teatro realizou-se, embora na Commédia Française tivesse aprendido muito. Linda voz, perfeita dicção era aclamada com delírio.

Veio a guerra entre a França e a Espanha, Sara conseguiu autorização do Ministério da Guerra para a fundação de um hospital militar. Conseguiu arrecadar doações de seus amigos, do Prefeito, o conde Kératry; seu velho amigo. Depois do tratado de paz de 1871, procurou trazer a família de volta à Paris.

Em 26 de janeiro de 1872, no Teatro Odéon viveu seu dia mais glorioso:
  • ao fim da representação de Ruy Blas, do escritor Victor Hugo, este ajoelhou-se a seus pés agradecendo
Fez uma viagem à Inglaterra, turnê verdadeiramente triunfal. Oscar Wilde lançou-lhe aos pés, para que pisasse, uma braçada de lírios. Sendo também, pintora e escultora, vendeu suas peças e com o dinheiro queria comprar leões. Tinha fascinação pelos animais. Demitiu-se da Commédie Française e aceitou excursionar pela América durante sete meses:
  • 50 cidades e 156 espetáculos
Em 1905 viajou em turnê para o Brasil, Argentina e Estados Unidos. No Rio de Janeiro, no Teatro Lírico, recita a Tosca de Sardou, na cena do suicídio em que a personagem se atira de uma sacada, ela sofre uma fratura exposta, que mais tarde, em Paris, acabou gangrenando e ela teve que amputar a perna.

Ela dividia as preferências do público com a grande Eleonora Duse, mas os grandes homens de seu tempo a rodeavam:
  1. Freud
  2. Flaubert
  3. Victor Hugo
  4. Alexandre Dumas,
e uma enorme lista incluindo altezas e artistas.

Maurice seu filho, nasceu de um amor vivido com um herdeiro imperial, mas ela não fez questão do reconhecimento do filho, pelo pai. Maurice era belíssimo.


Atingiu o máximo do sucesso. Classificavam sua voz como "soprano coloratura" ou "mezzo soprano". Sua voz tinha vibrações, modulações de timbre inigualável, de pureza radiosa. Mereceu ser chamada de "A divina S". Mas a descida foi terrível, sua voz principiou a alterar, perdera as modulações harmoniosas, fugiu do palco. Sofrendo intensamente, atuava em papéis cada vez mais reduzidos. Ainda era seu o título de maior atriz da França.

Somando-se à perda vocal, os efeitos da queda que sofrera quando criança e a deixara entrevada por dois anos, retornaram com gravidade. Teve de passar pelo trauma e pela dor atroz da cirurgia de amputação. Surpreendendo a todos, voltou à ribalta, uma guerreira tem direito à sua última batalha. A perna mecânica tornando seu andar rígido, o esforço transparecendo nas feições. Morreu aos 79 anos em 1923.



Origem: do livro 'Elas mulheres que marcaram a humanidade' de Lúcia Pimentel Góes

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Passeio com a família

Quer que seu domingo seja cultural, natural e principalmente familiar?


Convide a família para um passeio...
cultural: na Fnac, olhe os livros, escolha um que te faça bem;
natural: passeie pela pracinha-feirinha em frente a Fnac;
familiar: todos almoçando juntos, conversas em dia, troca de informações, carinho e muito amor....


e precisa mais?

sábado, 29 de agosto de 2009

Santa Teresa


Santa Teresa é conhecida como a santa dos Pequenos Caminhos, quer dizer, ela acreditava em fazer bem e com grande amor, às pequenas coisas na vida. Ela é também a padroeira dos plantadores de flores e dos floristas. Ela é representada pelas rosas.




Prece de Santa Teresa
Que hoje haja paz interior
Que você confie no seu mais alto poder, você está exatamente onde você deve estar.
Que você não esqueça das infinitas possibilidades que nascem da fé.
Que você use os dons que você recebeu e transmita aos outros todo o amor que foi dado a você.
Que você se alegre de saber que é filho de Deus.

recebi por email

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

As calorias enganam

Wilbur Olin Atwater (1844-1907), químico americano, no final do século XIX descobriu que era possível contar a quantidade de energia dos alimentos. Depois disso e por causa disso, ficou assim determinado que:
  • a caloria de uma colher de Nutella engorda tanto quanto duas de requeijão light
  • a latinha de cerveja é o mesmo que um copo de suco de laranja

que engano! Os rótulos não dizem que seu corpo pode digerir cada um desses alimentos de forma diferente. O modo de preparo, a textura, a composição ou mesmo dúvidas sobre o método de contagem das calorias são capazes de diminuir ou aumentar a energia extraída da comida em até 50%. Quando Wilbur, fez suas contas e descobriu que carboidratos e proteínas geravam 4 quilocalorias (kcal) por grama e gorduras 9 kcal por grama, ele esqueceu de considerar que o corpo humano absorve cada tipo de alimento de forma diferente, e isso pode modificar esses números que aparecem nas embalagens, de cabeça para baixo.


As fibras presentes em cereais e alimentos integrais, são mais resistentes à digestão que outros alimentos, diminuem o tempo de trânsito intestinal e os ingredientes têm menos tempo para ser absorvido, o que significa que menos calorias são aproveitadas. Geoffrey Livesey médico e nutricionista inglês, em seus estudos estima que as fibras são capazes de diminuir em até 25% a energia fornecida pelos alimentos. Então:
  • entre a cerveja e o suco de laranja, ambos com cerca de 140 kcal por copo o que tem mais fibras (suco), significa menos calorias no organismo.

O processamento e o cozimento dos alimentos aumentam em muito a energia da comida – em parte porque facilita a digestão, diz Richard Wrangham, antropólogo americano. Percebeu em seus estudos que os alimentos cozidos deram mais energia aos homens pré históricos, os ajudando na sobrevivência, na procriação e na estocagem de energia, suficiente para fazer o cérebro crescer. As suas experiências indicaram que se absorve 30% a 50% a mais de energia de um ovo cozido que de um ovo cru, e de 10% a 50% mais calorias quando comemos alimentos rígidos ou ricos em proteína cozidos. Acontece isso porque cozinhar facilita a quebra de moléculas e de nutrientes pelo organismo. Texturas macias parecem ter o mesmo efeito. "Mesmo quando as calorias são exatamente iguais, as comidas mais moles proporcionam mais ganho de peso" afirma o antropólogo. Testes feitos em ratos comprovaram que os que comeram comida mais macia engordaram 30% a mais que os outros. Eles comeram a mesma quantidade de calorias e foram submetidos aos mesmos exercícios físicos. A única diferença foi a dificuldade na mastigação e digestão.

O grau de maturação das verduras e legumes e a adição de farinhas e açúcar refinados também podem modificar a digestão. Os vegetais verdes dificultam o processo, enquanto os ingredientes refinados ajudam o acúmulo de calorias no organismo. O amido contido na banana verde, necessita de mais energia para serem digeridos. As massas, pães e tubérculos bem cozidos, na textura mais agradável ao paladar, facilmente mastigáveis, são digeridos e convertidos em glicose minutos depois.

No Brasil, desde 1996, o Nepa (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação) coordena o projeto da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, programa que tenta evitar as discrepâncias entre as avaliações e descobrir as calorias e nutrientes dos alimentos brasileiros. O governo federal investe no projeto. É a lista mais confiável até hoje.

"Alguém que adora comida crua deve saber que está aproveitando menos calorias que o sugerido no rótulo"

"E comidas superprocessadas têm mais calorias que seus equivalentes mais crus"

"Quando a alimentação é variada e há atividade física, a ingestão calórica se torna menos importante"

As tabelas de calorias continuarão a seguir o velho modelo implantado por Atwater no século XIX. E ainda bem distante da realidade.

Origem: Revista Galileu – setembro 2009

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Bonsai

A palavra bonsai, pode dividir em duas partes:
  • bon – que significa bandeja e
  • sai – que significa crescer

Assim a tradução de bonsai é:
árvore que cresce em bandeja

Segundo a Associação Japonesa do Bonsai: “É uma árvore ou planta cultivada num vaso e, por tanto, de tamanho reduzido, mas que consegue expressar completamente a beleza e o volume de uma árvore crescendo no seu ambiente natural”. Há que ter em conta que os bonsais não são espécies de interior. Se tratam de planta de exterior que podem adaptar-se à condições de um lugar fechado.

História – Esta árvore em miniatura tem a sua origem na China, onde existiam 2 formas de cultivar o bonsai:
  1. No sul do país tentava simular a Natureza, então cultivavam apenas as espécies encontradas no monte, utilizando unicamente a técnica da poda e não a do arame para transformá-los.
  2. No norte, procuravam formas harmoniosas, embora isso se afastasse um pouco das formas originais.

Diz-se que uma seita Zen introduziu os bonsais no Japão entre os séculos X e XIII. Foi onde se desenvolveram técnicas mais avançadas para moldar os ramos, os troncos e as raízes. Por ultimo, a introdução do bonsai na Europa proveio da exposição universal de Paris, celebrada em 1898, apesar de não ter sido muito popular até ao final da Segunda Guerra Mundial. O efeito artístico do bonsai depende em grande medida do bom uso que faz na poda, no pinçamento e na cablagem. Claro que não se deve descuidar nos aspectos essenciais como a rega, etc...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Hierarquia dos Anjos

Na alta Idade Média, discutia-se sobre os Anjos interminavelmente. Tratados e súmulas eram organizados, e foram divididos em hierarquias tão rígidas quanto a dos senhores feudais. O sistema de classificação que acabou sendo seguido no Ocidente deriva de um livro publicado no século VI, escrito por Areopagita – um sírio que pretendia passar por Dionísio, discípulo de São Paulo. Apesar de usar desse artifício sua influência na Idade Média foi enorme, sendo que inclusive São Tomás e Dante Alighieri usaram sua classificação, tanto na súmula como na Divina Comédia. Esses 2 autores consolidaram a Hierarquia dos Anjos de uma vez por todas.

Nelas são descritas 3 categorias ou esferas de Anjos, com 3 ordens cada uma, todas concêntricas como numa mandala, em adoração a Deus. Mas os termos Anjo e Arcanjo são usados geralmente para falar de anjos de todas as esferas.



A primeira esferaposicionada mais próxima de Deus

  1. Serafins: a ordem dos Serafins é considerada a mais elevada dos servidores angélicos. Eles circundam o trono sagrado e celebram com canções e adoração sendo sentidos por todos através do coração. Dizem que a canção dos serafins são cantos de criação e celebração. A música das esferas.
  2. Querubins: são conhecidos como os guardadores dos registros sagrados e ajudam para que o plano divino seja cumprido. Dizem que são os guardiões da luz e das estrelas. Não confundir com os querubins crianças.
  3. Tronos: de acordo com o Velho Testamento, durante uma tempestade o profeta Ezequiel teve uma visão – uma carruagem gloriosa vinda do norte, com quatro figuras humanas cada qual com quatro faces asas e arcos. Eles eram acompanhados de quatro aros, as bordas cobertas de olhos. As rodas de fogo que Ezequiel viu foram os tronos, a terceira ordem divina dos anjos. Muitos dizem que os tronos são os anjos da grarda do planeta.


A segunda esferamais afastada do centro do círculo

  1. Domínios: também descritos como dominaçòes, são os executivos, os governantes de todos os grupos angelicais situados além deles. Os domínios decidem o que deve ser feito para cumprir a vontade divina, incluindo as obrigações cotidianas. Tudo fazem para que o universo continue a sua trajetória habitual embora recebam ordens dos Querubins e raramente entrem em contato com pessoas, ainda assim estão ligados à nossa realidade.
  2. Virtudes: tem a capacidade de transmitir grande quantidade de energia divina. Imersas na força de Deus, as virtudes derramam bênçãos do alto, frequentemente na forma de milagres. Conhecidos como os brilhantes, as virtudes são sempre associadas com os heróis e aqueles que lutaram em nome de Deus e da Verdade. São chamadas quando se necessita de coragem.
  3. Potestades ou Poderes: são os portadores da consciência de toda a humanidade, os encarregados da história coletiva. Os anjos do nascimento e da morte pertencem a essa categoria. Provavelmente foram os primeiros anjos criados por Deus em ordem de ocupar os confins das regiões entre o primeiro e o segundo céus. Como guardas celestiais seu caminho é vigiar uma possível infiltração diabólica. Eles lutam para manter o equilíbrio do universo.


A terceira esferaanjos que atuam como mensageiros celestiais

  1. Principados: anjos integradores, encarregados das nações e das grandes cidades. Essa ordem também protege os espíritos do bem contra o ciúme dos espíritos do mal.
  2. Arcanjos: os mais conhecidos são Gabriel, Miguel, Rafael e Uriel. De acordo com Dionísio, os arcanjos são os mensageiros que trazem a palavra divina. Considerados os mais importantes intermediários entre os mortais e Deus.
  3. Anjos: estão mais próximos da humanidade e mais preocupados com as nossas questões. Mensageiros de Deus, cuidam de coração dos homens.


Origem: netlove.com.br

Os Anjos e os dias da semana

Anjo consagrado ao Dia da Semana

Segunda feira – Gabriel

Terça feira – Samuel

Quarta feira – Rafael

Quinta feira – Zadquiel

Sexta feira – Anael

Sábado – Orifiel

Domingo – Miguel


O homem parece frágil como uma flor, quando tem problemas, mas a capacidade de pensar, que possui, faz com que ele seja o ser vivo mais poderoso da Terra.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Flor-de-lis

A flor-de-lis é uma figura heráldica(*) muito associada à monarquia francesa, particularmente, ligada com o Rei da França. Ela permanece extra-oficialmente um símbolo da França, assim como a águia napoleônica. Mas não tem sido usada oficialmente ao longo dos vários períodos republicanos por que atravessou este país.

A palavra lis, de fato, é um galicismo que significa lírio ou iris, mas também pode ser uma contração de "louis", do francês, Luís, primeiro príncipe a utilizar o símbolo (ficando assim "fleur-de-louis", ou "flor de luís"). Assim, a representação desta flor, e seu simbolismo, é o que os elementos heráldicos querem transmitir, quando a empregam sob as mais diversas formas. É uma das quatro figuras mais populares em brasonaria, juntamente com a águia, a cruz e o leão.


Origens
O primeiro emprego atestado de um ramo de lis foi em um sinete do príncipe Luís, futuro Luís VIII de França, em 1211. O ramo foi substituído em 1375 por três flores-de-lis. Atualmente, é representado de uma forma estilizada, amarelo sobre um fundo azul:
  • azul com um ramo de lis dourado ou
  • azul com três flores-de-lis douradas, na versão moderna.

A flor-de-lis tem pouco a ver com a "lis" que se encontra nos jardins (utilizado em heráldica sob o nome de "lírio de jardim" ). É uma alteração gráfica da íris de marais ( Íris pseudacorus L. ou "íris amarela") que teria sido escolhida no século V, como atributo, por Clóvis I, após sua vitória na Bataile de Vouillé sobre os Visigodos, a oeste de Poitiers, e que encontra-se abundantemente sobre as margens do rio Lys e do Senne na Bélgica.


Símbolo do Escotismo
A flor-de-lis é o principal símbolo do escotismo mundial, a origem deve-se a utilização da mesma em cartas náuticas representando o norte com a sua ponta, assim como uma rosa dos ventos. O símbolo foi escolhido por Robert Baden-Powell como representação do movimento que ele criara, pois idealizava a direção que o escotismo seguiria desde então, a flor-de-lis para os franceses também representava pureza de espírito, luz e perfeição, atributos incorporados no escotismo até os dias de hoje. É o símbolo do movimento escoteiro, as três pétalas representando os três pilares da promessa escoteira e o apontar para o Norte em mapas e bússolas, mostra para onde o jovem deve ir, sempre para cima. (Wikipédia)


A planta
Nome Científico: Sprekelia formosissima
Nomes Populares: flor-de-lis, lírio-asteca, lírio de St. James, Jacobean lily, Lis de Saint-Jacques, Croix de Saint-Jacques
Família: Amarilidáceas
Origem: México e Guatemala
Características: Planta bulbosa, produz flores de cor vermelho-brilhante e folhas laminares que aparecem depois das flores.
Reprodução: Divisão de bulbos, durante o período de repouso
Luminosidade: sol pleno
Solo: Arenoso. Em vasos e canteiros, a mistura de solo ideal é a arenosa - 1 parte de terra vegetal, 1 parte de terra comum de jardim e 2 partes de areia.
Regas: Espaçadas no início do período vegetativo, intensificando para dias alternados até depois da floração, quando deve-se voltar a espaçar as regas. Recomenda-se evitar o excesso de água, pois pode provocar o apodrecimento do bulbos e o surgimento de doenças fúngicas. (jardimdeflores.com.br)


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(*)heráldica
he.rál.di.ca
sf (de heráldico) 1 Ciência das figuras e cores do escudo de armas. 2 Conjunto dos emblemas de brasão. (Dicionário Michaelis)
______________

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Alimentos que salvam a visão




Alimentos ingeridos podem ajudar na preservação da visão, quando a idade chegar. Novas pesquisas revelam quais são esses alimentos. Três causas importantes de perda de visão:






  1. Glaucoma – apenas uma porção por mês de couve o outro vegetal folhoso verde-escuro ou mais de 2 porções de cenouras por semana, reduz o risco de glaucoma em mais de 60% em estudo da UCLA realizado com 1000 mulheres. Os níveis elevados de vitamina A e de outros antioxidantes no sangue dessas vegetarianas ajudam a proteger células fundamentais existentes no nervo óptico.
  2. Catarata – adultos que ingerem com regularidade suco de laranja e legumes ricos em vitamina C (pimentões, pimentas, tomates e brócolis) na alimentação diária têm probalidade 45% menor de desenvolver catarata, de acordo com uma nova pesquisa feita na Austrália. A vitamina C ajudaria a contrabalançar os efeitos lesivos da luz e do calor sobre o cristalino.
  3. Degeneração macular – a ingestão de aveia, cereais ricos em fibras e pães integrais reduz o risco de degeneração macular em cerca de 39%. Os carboidratos complexos evitam as oscilações dos níveis sanguíneos de glicose que podem danificar as delicadas células existentes no centro da retina.

Fonte: Revista Seleções - ago 2009

sábado, 15 de agosto de 2009

Maria Antonieta, a ré

"Danton, o homem mais enérgico e sem escrúpulos de toda a revolução, ergueu a bandeira sanguinolenta do Terror e tomou a horrenda decisão de fazer trucidar no cárcere, no decurso de três noites, todos os prisioneiros que pudessem ser suspeitos [...] Dois daqueles canibais arrastaram pelas pernas o tronco nú, um outro levantava nas mãos as vísceras sanguinolentas; um terceiro ergueu sobre um varapau a cabeça, coberta de uma palidez esverdeada, da desgraçada princesa". Stefan Zweig


Por interesses políticos, uma aliança foi acertada entre os Bourbons e os Habsburgos, até então inimigos. O casamento do herdeiro da coroa francesa – os Bourbons, com uma princesinha linda, encantadora toda graça, que corria e brincava com os irmãos e amiguinhos por todo palácio e jardins do castelo dos Habsburgos. Ela não gostava nem de livros, nem de aulas.

Em 1769 finalmente, chega a carta oficial, o pedido de casamento. A maior pompa presidiria a união. Luís XV encomendou dois carros de um esplendor nunca visto: madeira preciosa, vidros de cristal, forração de veludo. Para o delfim (e toda a corte), novas casacas, trabalhadas com pedras preciosas. O brilhante Pitt, o mais famoso de então, ornaria o chapéu de Luís XV.

O embaixador francês chega em Viena para o pedido formal, prenunciando o fausto:
  • 48 carros puxados por seis cavalos cada um
  • 117 homens da guarda com librés de luxo
A mão da princesa foi pedida em sessão pública, e ela teve que renunciar aos seus direitos austríacos. Bailes sucederam-se nos palácios. Em 19 de abril, o casamento por procuração aconteceu na igreja dos Capuchinhos. Em 21 de abril tem lugar o jantar íntimo com a família e a despedida. A mãe lhe entrega uma carta, que deveria ler todo dia 21 de cada mês, e outra em particular ao Rei, pedindo relevar os catorze inexperientes anos de sua filha.

A cavalgada prossegue, 340 cavalos devem ser trocados em cada estação de correio. Atravessam a Áustria, a Baviera, se aproximam das fronteiras. Um edifício curioso está sendo erguido numa ilha, no centro do rio Reno. Todo um ritual de despojamento é criado para que ela rompa o mais tênue laço com a casa d'Áustria. A etiqueta exigiu, que nenhum fio de manufatura austríaca a envolvesse. O conde de Satarhemberg, vestido à moda francesa, a conduz até o salão de entrega, onde a aguardava a delegação dos Bourbons.

De todas as aldeias e povoados o povo acode para saudá-la, encantados com seus cabelos dourados, olhos azuis, o sorriso infantil. Do chafariz da praça, jorra vinho no lugar da água; bois inteiros são assados. Nas árvores luzem as bolas coloridas de vidro com velas acesas. O monograma entrelaçado do delfim e da delfina brilham na noite. Ela escreveu para mãe:
"Que felicidade a nossa de poder conquistar o afeto de um povo inteiro. Não há nada mais preciosa, bem o compreendi, e nunca o esquecerei".

Ela, desde esse dia, ficou fascinada por Paris. Fausto e requinte imperou no jantar nupcial partilhado por 6 000 nobres. O enfim sós não levou a nada. O jovem noivo escreveu em seu diário: "Rien!". Assim por 2 000 noites, sete anos dos 15 aos 22 anos, ela permaneceu virgem.

Dedicou-se aos centros de diversões, teatros, bailes à fantasia, porque a máscara era a única liberdade aos rígidos costumes reais que lhe impunham. Podia conversar, dançar. Divertiu-se, sempre distante e ignorando o povo. A menina de 15 anos cedeu lugar a uma atitude cheia de majestade e altivez. Não podendo apaixonar-se pelo marido, apaixonou-se por si própria, sentenciaram seus críticos. Mesmo antes de ser rainha, quis ser soberana pela sua graça e beleza. E o conseguiu.

Em agonia o velho rei morre. Ela e o marido ouviram o rufar dos tambores. Os oficiais desembainharam suas espadas, e os gritos como vaga avançaram até eles:
"Morreu o Rei! Viva o Rei!"
Apesar dos contrastes, das grandes diferenças entre eles, formaram um casal aliado e cordial. Ser soberana, tinha para ela um só sentido: ser livre. Escreve para mãe:

"Embora Deus já me tenha feito nascer no posto que hoje ocupo, não posso deixar de admirar as disposições da Providência escolhendo a mim, última dos vossos filhos, para o mais belo reino da Europa!"

Porém sua juventude, aliada à fraqueza do marido, precipitaram-na na futilidade, desviando-a de sua missão de soberana. Passava seu tempo escolhendo seus vestidos, pois nunca poderia repetir um só deles. Tornou-se escrava da moda, e o luxo dominou a corte como devastadora epidemia. Maria Teresa, sua mãe, cansou de censurá-la. Os cuidados com o cabelo e o penteado tornou-se detalhe classificatório de alta estirpe e distinção. Outra paixão da rainha eram as jóias, que a levou a contrair dívidas. Depois entregou-se aos jogos. Ganhou do marido, um pequeno palácio – o Trianon, para fugir da vigilância de Versailles, nesse castelo podia ser feliz e livre.

Poderia ter tido a seu lado a nobreza, mas tratou-a com frieza. O povo a teria idolatrado, mas ignorou-o. Quis ficar sozinha na felicidade, depois estaria só na tragédia. Nessa altura, encontrou aquele, o único que amaria, e por quem seria adorada. Estava com 22 anos em 1777.

Em 30 de agosto de 1778, o matrimônio consumou-se. No ano seguinte, a rainha está grávida. Deu à luz em 18 de dezembro de 1779, a uma menina. Em 1781, nasce o herdeiro do trono. Por mais duas vezes ela foi mãe. Em 1785 nasceu o segundo filho homem, o futuro Luís XVII, e em 1786, uma menina que só vive 11 meses.

A revolução reunia-se no Palais Ruyal do duque de Orléans. A ele unia-se o coro de maldades das 3 tias. Essas duas frentes atacavam a soberana. De escanteio, o conde de Provença, irmão de seu marido, o que viria a ser Luís XVIII, aguardava sem decidir-se.

  • o rei convoca a Assembléia Nacional,
  • Versailles volta a ser capital em 1789
  • morria o delfim de 6 anos de idade
  • a 14 de julho é tomada a Bastilha
  • a 4 de agosto proclama-se os Direitos do Homem
  • rebenta um tumulto em Paris, mulheres avançam sobre Versailles
  • os reis foram se hospedar nas Tulherias

A infelicidade instaurou nova etapa na vida dessa mulher singular. Pela primeira vez, começa a meditar e a refletir. Só aos 35 anos compreendeu seu verdadeiro destino: aparecer diante da História como rainha e como filha de Maria Teresa, revestiu-se de audácia e grandeza. Sente correr o sangue de todos os seus antepassados. Ser uma Habsburgo, herdeira e descendente de antiquíssima honra dos cesares, fez com que ultrapassasse a si própria.

Numa noite fatídica, 20 de junho de 1791, tentou-se uma fuga. Um homem se ligará a ela como fiel amigo, seu único amor – o sueco Hans Axel de Fersen, até o fim cometendo erros táticos, outras vezes, atos heróicos, procurou salvá-la do horrível destino. Ela foi cruel com a Revolução, e esta a fez pagar cruelmente. Descobertos, voltaram escoltados e comprimidos na carruagem. A família real foi transferida para um cárcere. O rei Luís XVI, processado, foi condenado à morte. A ela e aos filhos concederam uma última visita. O pesado carro levou-o ao cadafalso. Ela tornara-se a Viúva Capeto.

A rainha tranformara-se, aos 38 anos em uma exausta e pálida matrona, presa a uma cela. A criada da guardiã, uma pobre mocinha de campo, Rosália Lamorlliére, não sabia escrever, mas fez a mais comovente narrativa dos últimos 77 dias da rainha:

– Quis ajudá-la a despir-se, porém ela respondeu
– "Muito agradecida, minha filha, desde que não tenho mais nada, eu me sirvo a mim mesma"

Seus fiéis amigos e os de sua mãe movimentaram-se, porém seus parentes próximos, não mexeram uma palha para salvá-la.

Quando compareceu ao Tribunal, era uma mulher velha, de cabelos brancos, doente, sofrendo continuas e graves hemorragias. Foi quando lançaram-lhe a mais pérfida infâmia. Encontrando o menino masturbando-se, o chamado vício dos "plaisirs solitaires", o infeliz justificou-se ou foi sugerido que aprendera com a mãe e a tia. Interrogatórios foram aplicados ao menino de 8 anos, à irmã de 15 anos e a madame Elizabeth. Durante todo o processo ela não fraquejou. Ao horror da acusação incestuosa, quando interpelada seu silêncio respondeu:

" – Se não respondi é porque a natureza se recusa a responder a semelhante acusação dirigida a uma mãe! Apelo para todas as mães que possam estar nesta sala."

As mulheres ali reunidas sentiram-se solidárias com a rainha, pois a infâmia contra ela lançada atingia todo o sexo. Sua condenação à morte, foi concedida por unanimidade.

Na pequena alcova, à luz de duas velas, pediu papel e tinta e escreveu uma carta para Elizabeth, irmã de seu marido, única protetora de seus filhos. Não foi entregue, e a carta desapareceu durante 20 anos. Quando Luís XVIII, outro Bourbon, irmão do soberano falecido, subiu ao trono, recebeu como presente.

A carreta esperava, puxada por um forte e lento cavalo de carroça. Luís XVI fora conduzido em carruagem fechada. Sentou-se em tábuas sem almofadas. Mais tarde, madame Roland, Danton, Robespierre, Fouquier, Hérbet, todos que a mandarm à morte, fizeram, eles mesmos, idêntico percurso, sentados na mesma tábua dura.

Os carrascos agarram-na, deitam-na sobre o patíbulo, a cabeca sobre a lâmina, um puxão na corda, o brilho do cutelo descendo, um baque surdo. Sanson agarra a cabeça pelos cabelos e erguendo-a mostra-a para o povo, que berra: – Viva a República! As sepulturas não foram assinaladas. O único indício para localizar os corpos reais era de que a Convenção ordenara que fossem cobertos com cal viva. Depois de dias de escavação, encontraram um caixão de madeira, já carcomido, e estabelecido ficou que o punhado de pó fora daquela:
  • "que no seu tempo era considerada a soberana da graça e da elegância e, mais tarde, uma rainha destinada e escolhida para todas as dores". (1755-1793)


Origem: 'Mulheres que marcaram a humanidade' de Lúcia Pimentel Góes

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Todas as vidas

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto,
Bota feitiço...
Ogum, Orixá.
Macumba, terreiro...

Vive dentro de mim
a lavadeira do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d'água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde de são-caetano.



Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
Toda pretinha.
Bem cacheada de pucumã.
Pedra pontuda
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada, sem
preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha
e filharada.



Vive dentro de mim
a mulher roceira.
Enxerto da terra,
meio casmurra.
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.

Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo alegre seu triste fado.
Todas as vidas dentro de mim:
Na minha vida – a vida mera das obscuras.














































Cora CoralinaPoemas dos becos de Goiás e Estórias mais

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Anjos – sinais e coincidências


Os anjos usam qualquer meio para fazer contato da maneira mais apropriada. Telefones, televisores e mesmo computadores têm sido utilizados para veicular mensagens e sinais. É como se os anjos estivessem esperando que entremos em contato com sua habilidade.

Muitos de nós deixamos de reconhecer tais sinais, e assim a conexão com os anjos não é estabelecida. Se confiarmos que um sinal nos foi dado, iniciaremos uma reação em cadeia, e outros sinais nos serão enviados, especialmente se pedimos para recebê-los.


– Os sinais enviados pelos anjos podem ser de diversas formas, tais como:
  1. uma fragância que não conseguimos distinguir de onde vem, e que nos lembre uma pessoa em particular.
  2. pode ser um perfume ou mesmo a fumaça de cigarro.
  3. talvez sintamos o toque de uma mão, um carinho na cabeça ou a sensação de braços nos envolvendo, quando estamos sozinhos
  4. pode ser a experiência de uma luz brilhante, branca ou colorida.
  5. e mais frequentemente se comunicam através de alguma coincidência, que são descritas como uma série aleatória de acontecimentos em geral surpreendentes

Quantas vezes já pensamos em um amigo que não vemos há anos e de repente encontramos com ele na rua? Pensamos em uma canção famosa e significativa em nossa vida e ao ligarmos o rádio, ela começa a tocar?

Podemos ignorar tais mensagens, mas possivelmente perderemos a oportunidade mais impressionante de nossa vida. Temos o livre arbítrio. No entanto, pode valer a pena dar uma chance aos anjos e observar com maior atenção essas coincidências.



"Conecte-se com a mentalidade ilimitada da criação e extraia dela os planos e ações certos, que guiarão você para o completo sucesso".
Keith D. Harrell
escritor



Fonte: 'Anjos, acreditar e receber' de Glennyce S. Eckersley e Gary Quinn