terça-feira, 21 de julho de 2009

Penélope


Para falar de Penélope, a mais fiel de todas as mulheres, é preciso falar de Ulisses, o mais astuto de todos os homens.

Ele reinava em Ítaca, pequena ilha no mar Jônico, na costa ocidental da Grécia. Ítaca é seca, áspera e cheia de força. Era ainda a Idade dos Heróis, por volta de 1300 a.C . Sobre sua origem há uma polêmica:



  • teria herdado o trono de Laerte, que seria seu pai?

Mas há lendas que Ulisses seria filho de Sísifo, produto de amores clandestinos de Anticléia, antes de ela se casar com Laerte. Seja como for ele é neto, por linha materna, de Autólico – o mais esperto e manhoso, o mais trapaceiro e ardiloso dos homens. A vida corria tranquila na ilha; os rebanhos constituíam sua maior riqueza. Fascinado pela beleza de Helena, invejada pelas deusas, Ulisses quis fazê-la sua esposa, mas vendo o número de pretendentes, desistiu. Deu sua atenção a Penélope, prima de Helena, filha da ninfa Peribéia e de Icário.

Para não acontecer nenhum problema entre os rejeitados por Helena, Ulisses propôs um pacto de solidariedade entre os pretendentes, seja lá qual fosse a escolha da beldade. E se aquela união sofresse qualquer ameaça todos acorreriam em socorro. Helena escolheu o rei Menelau. O casamento durou pouco, pois foi raptada pelo troiano Páris, por causa disso, os pretendentes entram em uma guerra, que durou 10 anos.

Ulisses e Penélope casados algum tempo, tinham um filho de 1 ano – Telêmaco. Ulisses tentou escapar dessa obrigação de ajudar Menelau, fingiu-se de doido, mas não deu certo e não pode escapar de ir em auxílio dos reis na guerra.

Ao fim dos 10 anos que durou a Guerra de Tróia, depois de muita dor, de muita miséria, de muitos ferimentos, de muitas mortes, os heróis estavam prontos para o regresso. Menelau foi o primeiro a partir, junto com Nestor. Depois deles seguiu Ulisses, que se desentendeu com dois chefes e resolveu voltar para se juntar a Agamenon. Uma tempestade fez com que perdesse a rota e seguisse para regiões desconhecidas.

Era o início de uma fantástica sequência de desastres e desacertos. Navegando sem rumo Ulisses chegou:
  1. ao país dos cicônios.
  2. ao país dos lotófagos – os comedores de flores
  3. ao país dos ciclopes na Sicília, onde foram presos por um gigante – Polifemo (imagem ao lado)
  4. ilha de Circe
  5. ilha de Trinácia....
E assim os anos foram passando...

A essa altura, aportavam à ilha de Ítaca e a outras ilhas vizinhas os que sobreviveram a Guerra de Tróia. Passados alguns anos, Ulisses não voltava, acercaram-se reis e príncipes, visando casarem-se com Penélope e subir ao trono, vago. Penélope se viu obrigada a escolher um deles como rei e marido.

A deusa Palas Atena, que admirava Ulisses, desceu ao palácio em Ítaca e mandou Telêmaco, filho de Ulisses, informar com palavras duras os pretendentes que estavam presentes. A verdade era que Penélope tecia uma mortalha, há 4 anos, para seu sogro Laerte e dizia que não podia se comprometer antes de acabar essa obrigação sagrada. Mas o que fazia durante o dia, desmanchava grande parte durante a noite.

Ulisses foi transportado por um navio a Ítaca, com o auxílio de Atena, que o disfarçou de mendigo. Teve notícias do que se passara durante os 20 anos de sua ausência e a aflição que tantos pretendentes infligiam à sua família, e junto com seu filho planejou como dar um fim aos pretendentes.

Depois de conseguir se livrar dos muitos pretendentes, vestiu-se com majestosas roupas e conta a lenda que Palas Atenas o presenteou com tanta juventude e beleza que ele parecia imortal. Consta ainda que a deusa dos olhos gaios prolongou aquela noite, atrasando a saída da aurora às margens do oceano, para que o casal se amasse por muito tempo.

Origem: 'Mulheres que mudaram o mundo' de Gabriel Chaita

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Outro canto de casa



Este canto além de iluminado e com uma bela vista para a parte de fora da casa, traz um aconchegante bar, debaixo de uma linda escada que nos leva para os quartos da casa. Duas visões desse canto, a noite com iluminação de abajour e de dia com a iluminação natural.

domingo, 19 de julho de 2009

Georgia O'Keeffe

Nasceu em Sun Prairie, Wisconsin-EUA em 15 de novembro de 1887 e faleceu em Santa Fé, Novo México em 6 de março de 1986, pintora.

Estudou pintura no Art Institut of Chicago e mais tarde na Universidade de Columbia em Nova Iorque. Enquadrada na pintura modernista tem telas onde pinta os sedutores arranha-céus que nos finais do século XIX encantaram também outras pintoras como Tamara de Lempika. Em 1916 conheceu o fotógrafo Alfred Stieglitz, casaram em 1924 e Georgia começou expor no seu atelier de Nova Iorque.

As suas telas de paisagens e flores foram muito apreciadas a partir de 1928. Georgia é muito justamente considerada uma das pintoras norte-americanas de maior sucesso do século XX.













Fonte: Wikipédia e imagens: ocaiw.com

sábado, 18 de julho de 2009

Estudo dos Anjos

Em pleno fim do século XX, os anjos estão invadindo nossos corações com carinho e muita curiosidade. Hoje, com a proximidade da Era de Aquário, o tema é estudado por todos no mundo inteiro.

Unidos a uma vibração superior, todos nós poderemos iluminar o futuro. Através da comunicação com o mundo angelical, conseguiremos obter ajuda para que nossa passagem terrena seja vivida da melhor maneira possível. Para você contatar seu anjo vai depender de rituais e principalmente da essência da sua vida, da busca de seu encontro espiritual.

Tempo virá em que o amor abrirá todas as portas. Em primeiro lugar o amor a nós mesmos o que evitará que façamos mal uso de nossos dons. Depois o amor fraterno com total manifestação no mundo inteiro.

A Angeologia é o tema mais fascinante das ciências esotéricas. Tudo o que é considerado um dogma deve ser transformado em dúvida para depois ser questionado. A Angeologia está baseada na idéia de que Deus está presente em tudo e em todos, principalmente nas coisas mais simples da vida. O anjo representa a energia e a pureza do conhecimento de Deus. Segundo Santo Agostinho, os anjos possuem suas próprias virtudes e direitos, agindo sob o nome de Deus.

Os anjos podem manifestar-se nos homens através de pensamentos e idéias, já que são seres inteligentes. Eles nos auxiliam pela inteligência, boa vontade e na escolha certa das várias opções. A inteligência sempre leva à verdade e a verdade sempre ao bem. Os homens erram, porque seus conhecimentos vêm por etapas.

Porque as pessoas acreditam em anjos? Eles estão em todas as religiões, são seres iluminados e não levam em conta os registros de nossos atos negativos, portanto não perdoam, já que não cabe a eles julgar.

Os anjos nunca nos abandonam, não têm a necessidade de se refazer através do sono e não sofrem os efeitos do tempo. Eles conhecem as modificações do sistema nervoso humano pela mudança da cor da nossa aura. Mas nem por isso eles ficam o tempo todo a nossa proteção, pois assim não haveria perdas e dores. Os anjos tem um horário certo de atuar sobre cada pessoa.

A palavra ANJO vem do grego Angelus, que significa mensageiro ou emissário, isso quer dizer que os anjos são os mensageiros de Deus.

domingo, 12 de julho de 2009

Tiaras e lenços




Agora é a vez dos cabelos com volume e cacheados, sempre se fala isso, e continuamos vendo em todo lugar os cabelos lisos, escorridos, sem um fiozinho fora do lugar. Mas essa nova tendência de enfeitar os cabelos com tiaras – de todos os tipos – traz diferenciação para cada estilo de cabelo, sendo ele liso, volumoso, cacheado ou como os nossos: simples mortais...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Botas

  • Algumas dicas, pessoal, sobre como usar botas e estilos no ano de 2009




quarta-feira, 8 de julho de 2009

Marie Curie


Para perceber a história maravilhosa de Marie Curie, temos que conhecer um pouco sobre a história da Polônia – um verdadeiro corredor da Europa, por onde passaram, marchando e destruindo, praticamente todos os povos existentes naquele continente. Centenas e centenas de suas mulheres foram violentadas por exércitos inimigos, invasores, força de ocupação, por fim sendo jogadas no estrangeiro, vivendo como podiam. Essa situação nômade por que passaram gerou o gentílico polaca, sinônimo de prostituta em grande parte do mundo, preconceito que as mulheres polonesas passaram então a sofrer.

Esse país se reergueu e se impôs e distribuiu grandes homens e grandes mulheres. Entre os maiores nomes, está Marya Sklodowska, com suas experiências e descobertas, revolveu e revolucionou o universo inteiro da Ciência.
  • Na língua polonesa não existe o verbo continuar, que é substituído por: "resistir como uma pedra".
Maryanasceu em 7 de novembro de 1867, na capital Varsóvia, caçula de cinco irmãos, nos tempos tenebrosos da ocupação russa na Polônia. Seu pai Wladislaw Sklodowski, professor; sua mãe com pouca saúde, logo morreu. A vida foi dura para toda a família. Morre também a irmã mais velha, Zozia. A caçula cresce um tanto abandonada, carente de mimos de mãe. Estudiosa recebe medalha de ouro ao se formar do curso secundário. Para ajudar as finanças da casa, parte para dar aulas particulares. Ao completar 16 anos ela e suas duas irmãs, Brônia e Hela, começam a frequentar a Universidade Volante, cursando História Natural, Sociologia e Anatomia.


Arruma um emprego de governanta na casa de um fidalgo rural, para ajudar os estudos de medicina de sua irmã Brônia, em Paris. Era bem considerada pela família. Mas quando o filho do casal voltou de férias e se apaixonaram as coisas mudaram, todos os membros da família foram contrário ao matrimônio. Cedendo a pressão familiar o rapaz desistiu do namoro. Marya não derramou uma lágrima, suportou as feridas recriminações e continuou na casa e no seu trabalho, pois Brônia em Paris precisava de sua ajuda. Com essa passagem em sua vida, adquiriu uma filosofia pessimista:
"Se outrora sonhei, esses sonhos se evaporaram, estão enterrados, esquecidos. Porque os muros são sempre mais fortes do que as cabeças que tentam rompê-los".

Passado 3 anos o pai arrumou um emprego melhor, e passou a enviar dinheiro a Brônia em Paris, dando possibilidade a Marya a deixar o emprego e arrumar outro em Varsóvia, mais perto de casa. Brônia se casa em Paris e a convida para passar um tempo lá. Aos 24 anos em 1891, matricula-se no curso de Ciências da Universidade de Sorbonne. Aparência frágil, esguia, cabelos loiros muito claros, olhos cinzentos, testa larga, expressão obstinada, vestia-se sempre de preto. Logo afrancesou seu nome para Marie, vivia com a irmã e o cunhado, trabalhava no laboratório da faculdade. Não passou muito tempo e já recebeu o primeiro lugar no curso de física.

Resolveu morar sozinha, um espaço mais tranquilo. Um sótão, desprovido de água encanada e aquecimento, lavava sua própria roupa e as vezes passava semanas comendo pão e chá, as vezes acrescentava ovo e chocolate ou frutas.

Recebeu em:
  • 1893 primeiro lugar em Ciências Físicas
  • 1894 segundo lugar em Matemática
  • 1894 a encomenda de um estudo sobre as propriedades magnéticas de diferentes ligas de ferro, começou a investigação no laboratório do professor Lippman
Como o estudo demandava espaço foi convidada por seu professor o doutor Kowalski para conhecer um grande sábio de grande prestígio, para continuar seus estudos, se houvesse espaço em seu laboratório, e foi assim que Marie conheceu Pierre Curie. Trabalharam com extremo afinco. Não demorou muito ele lhe propôs casamento.

Pierre Curie – nasceu de uma família protestante em Paris. Seu pai e avô eram médicos, ganhou o título de Bacharel em Ciências aos 16 anos e licenciatura aos 18 anos. Sua filha o descreveu assim:
" Tinha um particular encanto, feito de gravidade e doçura. Era um homem grandalhão, à vontade dentro de roupas folgadas e fora de moda, mais havia nele muita elegância natural. Mãos compridas, sensíveis. Rosto regular, de pouca mobilidade. A beleza maior estava nos olhos calmos, de olhar profundo".
Casaram-se em 28 de julho de 1895 e passaram a morar num apartamento simples e sem luxo.

Pierre e Marie começaram os estudos sobre a procedência da energia que os compostos de urânio irradiam, inquirindo sobre sua natureza. Os dois se deparavam com um duplo enigma que os fascinavam e partiram em busca das soluções. Marie passava seus dias revolvendo massas de minério com uma estaca de ferro de estatura maior que a sua. Tinha pelo corpo queimaduras dos salpicos da massa em ebulição; o cansaço do dia a impedia de dormir. Mesmo assim esgotados, doentes e fatigados continuaram sua obra colossal. Marie adoeceu com reumatismo, por causa do local onde trabalhava: quente no verão, gélido no inverno, o teto furado por goteiras quando chovia, se nevasse ficavam congelados. Situação essa que perdurou por mais 4 anos.

Depois decifrado o enigma e a descoberta vitoriosa sobre o "rádio", começaram a receber propostas. O casal não sabia como proceder e qual caminho tomar:
  1. descrever os resultados das investigações, sem reserva alguma; ou
  2. passar a ser considerados inventores dos métodos de isolar e empregar o rádio, poderiam tirar patente, assegurar os direitos de fabricação e sair da miséria.
Concordaram em não comercializar a descoberta, porque seria a negação do espírito científico.
Receberam vários prêmios inclusive o Nobel de Física em 1903, dividido com Antoine Henri Becquerel e o casal Curie.

Tinham duas filhas, Irene e Eva, eram felizes e se amavam. Em 19 de abril de 1906, atropelado em um dia chuvoso, morre Pierre Curie. O ministro da Instrução Pública, assinou em 12 de maio um decreto que cedia a Madame Curie a cadeira que ficava vaga em virtude da morte do seu marido. Com esse decreto, findou-se uma tradição, pois foi a primeira vez na história da educação francesa que uma mulher ocupou uma cátedra de ensino superior.

O casal Curie sempre defendeu e lutou pela dignidade humana e pela igualdade de direitos para todos. O Prêmio Nobel de Química de 1911 foi de Marie Curie, única pessoa do mundo a ser agraciada duas vezes com esse prêmio. Durante a Primeira Guerra Mundial, Marie dedicou-se a serviços de vigilância, defesa, solidariedade, tudo para a salvação e para a paz mundial.

Começaram sua queixas de cansaço. Os exames de laboratório demonstravam que a constituição de seu sangue não era normal. Marie se expusera a emanações de elementos radioativos por 35 anos, sendo que nos quatro anos que trabalhou nos hospitais, durante a guerra, permanentemente exposta às radiações mais danosas dos raios X.

Marie Curie faleceu em Sancellemoz a 4 de julho de 1934 de anemia perniciosa de marcha rápida, febril. Seu corpo foi enterrado sem cerimôniais no cemitério de Sceaux, ao lado da campa de Pierre Curie.

Origem: "Mulheres que mudaram o mundo' de Gabriel Chalita e fotos de nobelprize.org

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Sherazade

Ele, o sultão de todas as índias, descobre-se enganado pela mulher, em revelação de seu irmão, rei da Grã-Tartária, que fora igualmente traído por sua esposa. Acabrunhado diante de tanta infâmia, abraça o irmão e o convida a renunciar ao mundo e à pompa que o envolve, escondendo assim, o comum infortúnio. Proposta aceita, partem sob a promessa de que regressariam se encontrassem alguém ainda mais infeliz que ambos, convictos de que todas as mulheres são naturalmente levadas pela infâmia e que não podem resistir a sua inclinação.


À beira da praia ouviram um horrível barulho, do lado do mar, seguido de um arrepiante grito que os encheu de medo. As águas abriram-se, e elevou-se nos ares, como grossa coluna negra, um desses gênios malignos, malfeitores e inimigos mortais dos homens. Imenso gigante, tendo na cabeça uma grande caixa de vidro, cerrada com quatro fechaduras de aço fino.

Abriu-as e, então, surgiu dela uma dama ricamente vestida e adornada, senhora de grande beleza. O gênio a ela se dirige, revelando tê-la arrebatado no dia de suas núpcias e, desde então, sempre tê-la amado. Em seguida, pede para repousar sua cabeça em seus joelhos, o que faz caindo em sono profundo.

Os dois príncipes descobertos pela mulher, que lhes faz um pedido atroz, os anéis por ela possuídos e guardados, ao todo 98, eram os anéis de todos os homens a quem prestara favores. Com os deles, teria a centena completa, há muito almejada. Convencidos de que o gênio era para lastimar e mais infeliz do que eles, regressaram aos seus estados, e nada os impediria mais de se casarem novamente.

O Sultão de todas as índias manda estrangular a sultana, convencido de que não havia mulher honesta. Para prevenir futuras infidelidades, resolveu casar com uma, cada noite, estrangulando-a no dia seguinte. O eco dessa desumanidade tomou conta do reino. Só se ouviram choros e lamentações por toda parte.

O grão-vizir, tinha duas filhas, uma bem dotada, mas a outra de ânimo superior, aguçado espírito, admirável perspicácia. Lia muito e tendo memória prodigiosa, nada lhe escapava de tudo quanto lia. Sua beleza, incomparável; sua virtude, excelente. Ela insiste e consegue que o pai a apresente como a próxima nubente do Sultão. Sherazade apresenta um plano à irmã, e com a anuência dela passam a executá-lo. Obtendo a permissão do Sultão, a irmã deitaria, também, na câmara nupcial.

O Sultão dormiu com a bela jovem, e a irmã, na cama preparada fora do estrado. Esta, uma hora antes do romper do dia, obedecendo ao combinado, acordou a nubente, que obtém então licença para satisfazer a irmã, contando um agradável conto. Começa a narrar e pára só ao surgir da aurora. O Sultão, preso pelo encantamento das palavras e movido por sua curiosidade, concede-lhe a vida por mais um dia. Assim noite após noite, aurora sucedendo a aurora, Sherazade prossegue e reinicia seu contar.

Assume o risco de morrer, para resgate da imagem da mulher, perdida pela infidelidade de algumas. Ela, pela palavra, salva a espécie feminina, Ela, que tão magicamente tramou as horas da noite, infiltrou o desejo da curiosidade do rei, desenrolando o novelo das milhares de malhas de intrigas, e vinte e tantos séculos após sua morte foi nominada a "tecelã das noites". Mil e uma noites transcorreram, e o Sultão renovara-se: mansidão, admiração, bondade tinham-lhe ganho o coração.

Ele reverenciou a sabedoria da companheira, reconheceu sua Memória inesgotável, sua coragem heróica, declarando:
"Eu bem vejo, adorável mulher, que vós sois inesgotável nas vossas pequenas histórias: há já muito tempo que vós me divertis; vós haveis aplanado a minha cólera, e eu renuncio de boa vontade, em vossa atenção, à lei cruel que eu tinha imposto; ficais inteiramente perdoada, e eu quero que sejais considerada como a libertadora de todas as jovens que deviam ser imoladas ao justo ressentimento."

O Sultão e a adorável e sábia princesa receberam mil louvores e mil bençãos de todos os povos do Império das Índias. Ela, por sua extraordinária memória, utiliza a palavra para fabular, para encantar, para despertar, para transformar, para salvar, para ressuscitar, para vincular, para tramar, para apaziguar, para amar...

do livro 'Elas – Mulheres que marcaram a humanidade' de Lúcia Pimentel Góes

domingo, 5 de julho de 2009

Maravilha cor de rosa

Olhamos ao redor e tudo é cor de rosa...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Um anjo em minha vida

Ela nunca tentava falar, não dizia uma única palavra.
Muitas pessoas passavam por ela, mas nenhuma sequer lhe lançava um simples olhar, ninguém parava, inclusive eu.
No outro dia eu decidi voltar ao parque curiosa para ver se a pequena garota ainda estaria lá.
Exatamente no mesmo lugar aonde ela estava sentada no dia anterior, ela estava empoleirada no alto do banco com o olhar mais triste do mundo. Mas hoje eu não pude simplesmente passar ao largo, preocupada somente com meus afazeres. Ao contrário, eu me vi caminhando ao encontro dela. Pelo que todos sabemos, um parque cheio de pessoas estranhas não é um lugar adequado para crianças brincarem sozinhas. Quando eu comecei a me aproximar dela eu pude ver que as costas do seu vestido indicavam uma deformidade. Eu conclui que esta era a razão pela qual as pessoas simplesmente passavam e não faziam esforço algum em se importar com ela. Quando cheguei mais perto a garotinha lentamente baixou os olhos para evitar meu intenso olhar. Eu pude ver o contorno de suas costas mais claramente.
Ela era grotescamente corcunda. Eu sorri para lhe mostrar que eu estava bem e que estava lá para ajudar e conversar.

Eu me sentei ao lado dela e iniciei com um "olá". A garota reagiu chocada e balbuciou um "oi" após fixar intensamente meus olhos.
Eu sorri e ela timidamente sorriu de volta. Conversamos até o anoitecer e quando o parque já estava completamente vazio.
Todos tinham ido e estávamos sós. Eu perguntei porque a garotinha estava tão triste. Ela olhou para mim e me disse: "Porque eu sou diferente".
Eu imediatamente disse sorrindo:"Sim você é". A garotinha ficou ainda mais triste dizendo: "Eu sei".

"Garotinha", eu disse, "você me lembra um anjo, doce e inocente".

Ela olhou para mim e sorriu lentamente, levantou-se e disse "De verdade?"
"Sim querida, você é um pequeno anjo da guarda mandado para olhar todas estas pessoas que passam por aqui."
Ela acenou com a cabeça e disse sorrindo "sim", e com isto abriu suas asas e piscando os olhos falou: "eu sou seu anjo da guarda".
Eu fiquei sem palavras e certa de que estava tendo visões. Ela finalizou, "quando você deixou de pensar unicamente em você, meu trabalho aqui foi realizado".

Imediatamente eu me levantei e disse:

"Espere, porque então ninguém mais parou para ajudar um anjo?"
Ela olhou para mim e sorriu: "Você foi a única capaz de me ver" e desapareceu.
Com isto minha vida foi mudada drasticamente. Quando você pensar que está completamente só, lembre-se seu anjo está sempre tomando conta de você. O meu estava...
(não sei quem é o autor)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Cílios Postiços




Longos cílios podem fazer seus olhos parecerem maiores, mais cheios. Por isso se inventou os cílios falsos (postiços), em vários estilos, cores e tamanhos. Colocá-los corretamente é a chave do segredo! para ninguém perceber que não são de verdade.





Ajustar os cílios
Se os cílios forem mais largos que seus olhos, corte de um lado. Você pode cortar os pêlos para fazer com que pareçam mais naturais. Eles devem ser mais curtos perto do canto do olho, e o comprimento dos cílios deve variar suavemente.

  1. passe cola de cílios no dorso da mão e passe o cílio postiço por ela,
  2. sopre suavemente para secar um pouco a cola, e aplique nos cílios,
  3. segure os cílios com um pegador, e cole o mais perto da sua linha de cílios naturais quanto possível,
  4. pressione dos dois lados e segure até que a cola seque (demora de 30 seg a 1 min),
  5. aplique uma máscara enquanto estiver pressionando os cílios falsos com os dedos. Isto irá mesclar os cílios falsos com os seus. Preencha os espaços entre os cílios falsos e os naturais com delineador.

  • Dicas
Cílios individuais são aplicados da mesma maneira. Corte os cílios para que variem de tamanho, com os mais próximos do canto do olho mais longos. Quando for aplicar, comece no canto de fora e vá colando para dentro.

Remova os cílios antes de ir dormir, usando o removedor fornecido com os cílios. Ou use um pano embebido com água morna e pressione-o sobre os cílios para amolecer a cola, ou vaselina para remover cílios mais teimosos. Não puxe com muita força, ou pode arrancar alguns de seus cílios de verdade junto.

Guarde os cílios na embalagem original, para que não deforme e possa reutilizar depois.

Compre cola para cílios na loja de cosméticos ou farmácia local. Use cola suficiente, para que não suba nos cílios, não prenda em seus cílios reais ou escorra para o olho.

Atenção!!
Se a cola cair nos olhos, remova os cílios imediatamente e lave os olhos. Seque bem e aplique novamente.

Origem: wikiHow

Imagine um anjo



Imagine...
que um Anjo de Deus está a seu lado neste momento... Silêncio...
Mantenha-te tranqüilo e pense em todos os problemas
que gostaria de solucionar.
Tudo que te angustia, que te faz chorar,
te oprime, te preocupa, te deixa triste.
Deixe de ter medo do futuro, de equivocar-se,
de escolher um caminho errado...
Pense agora em tudo isso...
Abra o seu coração e imagine entregando tudo isso a Deus.
Coloca suas mãos em posição de entrega.
Imagine entregando-o agora, como quem entrega
um saco bem pesado a outra pessoa para que o leve.
Agora, imagine tudo de bom que você quer que aconteça,
ou que já tenha acontecido na sua vida.
Momentos de felicidade, de amizade, de carinho, de paz, de amor.
Imagine colocando tudo isso em suas mãos,
e faça um gesto de estar guardando em seu coração,
como se guardasse uma jóia numa caixa.
Guarde esse tesouro bem dentro de você,
e dê "Graças", com muita fé, de coração.
Agradeça... por tudo de bom que virá
e por tudo de mal que irá embora.
Conte até três e respire bem fundo.
Agora...
imagine que o Anjo voou
e está levando as suas orações até Deus.
Como agradecimento, envie esta mensagem
a quem você acha que pode estar precisando de ajuda.
Inclusive para aquelas pessoas
que aparentemente estão maravilhosamente bem.
E que DEUS te abençoe... Hoje e Sempre!
«desconheço autoria»

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Simone de Beauvoir


Vivendo numa sociedade construída pelos homens e para eles, Simone alcançou um espaço valioso para a expressão da alma feminina. Sua vida apaixonante e desafiante é um ponto de partida para inúmeras reflexões sobre a condição das mulheres. Ela conseguiu inaugurar em escala mundial, um novo olhar sobre as mulheres:

  • «o nascimento do respeito pelo segundo sexo»


De família burguesa e católica, Simone Lucie-Ernestine-Marie-Bertrand de Beauvoir nasceu em Paris no dia 9 de janeiro de 1908. A mais velha de Georges (advogado parisiense bem nascido, culto, inteligente e de ascendência abastada) e de Françoise (filha de um banqueiro de Verdun). Simone viveu cercada de mimos e de amor pelos pais.

Do pai herdou o amor pela literatura e pelo teatro. Da mãe herdou o que significa "ser mulher" naquela época: encolher-se, ficar sempre de lado, censurar seus próprios desejos. Mas Simone insurgia-se frequentemente contra quaisquer imposições, demonstrando de pequena sua personalidade forte; se contrariada se debatia no chão, tinha acessos de cóleras explosivos até que sua vontade fosse cumprida. Quando Simone tinha 2 anos, nasce sua irmã que foi batizada de Poupette (em francês bonequinha). Família unida. Passavam todas as férias reunidos nas antigas casas dos avós paternos e maternos. Devido a Primeira Grande Guerra Mundial (1914) a grande maioria das famílias francesas faliram. E a família de Simone começou a passar por dificuldades e se mudaram para um apartamento menor, impossível ter privacidade, seus livros e sua solidão para refletir.

Com 15 anos passou a questionar a desigualdade dos sexos e a existência de Deus. Queria tornar-se escritora, a partir de suas próprias experiências. Concretizou em sua alma a imagem do homem ideal:
Eu queria que, entre marido e mulher, tudo fosse posto em comum; cada um deveria desempenhar perante o outro o papel de testemunha que eu atribuíra antes a Deus.

Sobre ele, Simone também escreveu:

Para existir para mim enquanto esperança, ele era, de imediato, o modelo do que eu desejava tornar-me; logo, era-me superior.

Preparou-se para o ingresso na Sorbone e foi admitida com 16 anos, quando iniciou o curso de Filosofia. Era muito introvertida e orgulhosa para fazer amizades fora de aulas, e passava dias e noites mergulhada nos estudos. Concluiu esplendidamente seu curso de Filosofia e Grego aos 20 anos. Recebeu um convite para lecionar, e passou a cursar Psicologia, formando-se sem dificuldades.

Simone sentia-se feminina, mas de um modo diferente, como disse sobre si mesma: "um coração de mulher num cérebro de homem", passou a se preocupar com a aparência, cuidando mais dos trajes e dos cabelos. Passou a frequentar a Biblioteca Nacional e deleitava-se ao se ver sentada entre pensadores, filósofos e cientistas – era esse o seu lugar. No restante do dia, ia aos cursos da agrégation na Sorbonne e na Escola Normal; a noite, lia romances ou saía para assistir aos novos espetáculos.

Voltando às aulas, conhecia todos os colegas, menos o grupo formado por:
  • Jean-Paul Sartre
  • Paul Nizan
  • André Herbaud
que não se davam com ninguém, além de não serem bem vistos. Certo dia encontrou-se com Herbaud, almoçaram juntos e tornaram-se amigos íntimos. Sartre queria conhecê-la e a convidou para ir no seu apartamento, Simone resplandeceu de alegria, pois era mútua a admiração. Ele se doava, conhecia em detalhes os pensamentos vanguardistas e Simone debatia com ele, perdendo sempre. Foi convidada a fazer parte daquele hermético grupo de "camaradinhas". Houve um encantamento mútuo.

Jean-Paul Sartre era parisiense e nascera em 21 de junho de 1905. Era baixinho, feio, talentoso e rebelde. Vivia com extraordinária liberdade e inquietude, sempre alerta, interessando-se por tudo, e não suportava pessoas afetadas.

Assim se tornaram companheiros no trabalho e na vida, por meio de um vínculo então incomum:
  • o respeito à individualidade e à liberdade de cada um.
Sartre propôs casamento em certa época, mas ela não via motivos para institucionalizar aquela forte e eterna relação.

Simone desenvolvia-se na literatura e na filosofia de cunho existencialista, feminista e autobiográfica, valendo-se também da ficção. Seu primeiro livro publicado não era feminista, mas um romance, A convidada (1943), em que criou personagens humanos e atuais, cujo tema era a exagerada permanência de uma jovem convidada por um casal, o que passa a gerar ciúmes na mulher, nessa obra, ela trata da árdua relação de uma consciência com outra. Esse livro foi inspirado na sua vivência com Sartre e uma jovem estudante, que se tornara amiga íntima de ambos. Escreveria ainda:
  1. O sangue dos outros (1944)
  2. As bocas inúteis (1945)
  3. Todos os homens são mortais (1947)
  4. Por uma moral da ambiguidade (1947) um dos seus livros mais importantes
  5. O segundo sexo (1949)
  6. Os mandarins, que recebera em 1954 o prêmio Goncourt
  7. A longa marcha (1957)
  8. Memórias de uma moça bem comportada (1958)
  9. A forca da idade (1960)
  10. A força das coisas (1963)

Sobre as mulheres em O segundo sexo ela escreve neste trecho do livro:
Se a função da fêmea não basta para definir a mulher, se nos recusarmos a explicá-la pelo "eterno feminino" e se, no entanto, admitimos, ainda que provisoriamente, que há mulheres na Terra, teremos que formular a pergunta: que é uma mulher?
Simone nos convida a refletir apaixonadamente sobre o fato de que a mulher é inferiorizada pela sua própria situação: ela não tem passado, não tem histórico nem sequer religião própria, uma vez que nunca mostrou sua voz na História. A sua solução é que mulher e homem se reconheçam como semelhantes, atingindo juntos a liberdade.

Jean-Paul Sartre morre vítima de ataque cardíaco em 1980, e Simone sofre a perda irreparável de sua alma gêmea e escreve em sua homenagem a obra A cerimônia do adeus, um ano mais tarde.




Simone de Beavouir morre em Paris dia 14 de abril de 1986, aos 78 anos, e seu corpo está enterrado ao lado do companheiro de vida Jean-Paul Sartre, no célebre cemitério de Montparnasse.






Origem: do livro 'Mulheres que mudaram o mundo' de Gabriel Chalita

Felicidade


A felicidade de se viver!

sábado, 27 de junho de 2009

Horóscopo das flores – Tulipa

Tulipa – 24 de setembro a 18 de outubro


É uma flor de origem turca que virou mania na Europa no século XVI e tornou-se símbolo da Holanda. Seu nome vem da palavra "tulipan", que significa turbante. É o signo das estrelas, dos artistas. Quem é Tulipa tem tudo para conquistar fama e notoriedade. Sua semente foi plantada aqui na Terra para trazer alegria e divertimento.

Horóscopo das flores – Crisântemo

Crisântemo – 1 de junho a 23 de junho

Quem nasce sob o signo de Crisântemo passa alegria aos olhos e prima pela organização, o equilíbrio e a justiça. Tudo o que realiza é espontâneo. Seu emblema é a simplicidade. Flor símbolo do Japão, era usada para
forrar o trono do imperador. Está associada
às idéias de longevidade e imortalidade. Seu nome originou-se das palavras gregas chysos (ouro) e anthemon (flor), pois a primeira espécie cultivada era amarela. Representa a beleza e a perfeição.

Horóscopo das flores – Violeta

Violeta – 24 de junho a 11 de julho


É a flor da modéstia. Quem nasce neste período, está sempre realizando grandes ações, sem esperar nada em troca. Carrega consigo sensibilidade, timidez e tenacidade. É aquela pessoa que encontra o equilíbrio entre os sentidos e o espírito, a paixão e a inteligência, o amor e a sabedoria. O verdadeiro papel da Violeta é o da mediação. Os seres marcados por esse signo também gozam de tranqüilidade e paz espiritual.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Alegria


Sorria o mundo ainda é lindo, e a alegria voltou a reinar!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Flores e cores

Presentear com flores, mostra carinho, consideração, agrado, amor e todos bons sentimentos que temos dentro de nós. Desde a antiguidade se convencionou criar simbolismos para flores específicas. Existem variações para essa simbologia, mas as mais comuns são:

Alstroemeria – felicidade
Amarílis – orgulho
Camélia – beleza perfeita
Cravo – distinção, paixão feminina
Crisântemo – bons votos
Gardênia – juventude e jovialidade
Girassol – altivez
Jasmim – graça e elegância
Lírio – pureza
Margarida – inocência
Narciso – vaidade
Orquídea – beleza
Rosa – amor
Tulipa – declaração de amor
Violeta – fidelidade, modéstia

Sobre as cores
Eternos símbolos do amor, as rosas,  tem na cor de suas pétalas mensagens próprias: 
  • vermelhas – simbolizam as emoções apaixonadas, 
  • cor-de-rosa – ligadas aos amores sublimes, 
  • brancas – amor puro e incondicional, 
  • amarelas – são misteriosas, uns dizem que simbolizam o ciúme, enquanto outros afirmam que estão ligadas aos amores afortunados

"sempre fica o perfume nas mãos que oferecem flores"



                         lírio                                                          margarida

domingo, 21 de junho de 2009

Presente


Sempre fica o perfume nas mãos que oferecem flores!

sábado, 20 de junho de 2009

A "dalit" Meira Kumar

Nova Délhi, 3 jun (EFE)  
A "dalit" (intocável) indiana Meira Kumar, de 64 anos, se transformou na primeira mulher a presidir a Câmara Baixa da Índia, após receber o voto unânime dos deputados que a compõem.

Kumar foi indicada pela presidente do governante Partido do Congresso, Sonia Gandhi, e também obteve o apoio dos deputados opositores.

"Esta é uma ocasião histórica", disse o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, ao dar as boas-vindas a Kumar pouco depois de ela tomar posse de seu cargo.

Meira Kumar é filha do herói da independência e ex-vice-primeiro-ministro Jagjivan Ram, Kumar entrou na vida política aos 22 anos como presidente de um comitê de combate à seca, e depois foi diplomata nas embaixadas da Espanha, Reino Unido e Mauricio. Abandonou o corpo diplomático para defender a causa dos intocáveis (dalit – a comunidade excluída do sistema hindu de castas) e obteve uma cadeira parlamentar pela primeira vez no ano 1985. Atualmente é deputada pelo mesmo distrito no qual concorria seu pai, Sasaram, situado na empobrecida região norte de Bihar.

A nova presidente da Câmara Baixa já foi ministra da Justiça Social durante a legislatura anterior, e após o recente pleito Manmohan Singh (primeiro-ministro) a tinha colocado à frente do Ministério de Recursos Aquáticos, um posto do qual ela já renunciou.

A nomeação de Kumar é um ato simbólico do Partido do Congresso para fortalecer a presença feminina nas instituições políticas da Índia, onde 484 dos 543 deputados são homens. (EFE daa/mh)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Filhos

Uma mulher que levava uma criança nos braços, propôs a Gibran:
"Mestre, falemos dos filhos"

E ele respondeu:

Seus filhos não são seus filhos.
São os filhos e as filhas dos desejos que a vida tem de si mesma.
Vem através de vocês, mas não são de vocês e, ainda que vivam com vocês, não lhes pertencem.
Podem dar-lhes seu amor, mas não seus pensamentos, pois eles têm seus próprios pensamentos.
Podem abrigar seus corpos, mas não suas almas, porque suas almas moram na casa do amanhã, que nem mesmo em sonhos lhes será permitido visitar.
Podem empenhar-se para ser como eles, mas não tentem fazer como vocês fizeram, porque a vida não anda para trás, nem se detém no ontem.
Vocês são o arco por meio do qual seus filhos são disparados como flechas vivas.
O arqueiro vê o alvo sobre o caminho do infinito e dobra o arco com toda a força, a fim de que suas flechas partam velozes e para muito longe.
Que o fato de estarem nas mãos do arqueiro seja para suas felicidades, porque, assim como ele ama a flecha que dispara, também o arco que permanece firme.
Por isto vocês tiveram a liberdade de amar e a oportunidade de viver e fazerem suas vidas.
Deixem que seus filhos voem sós de seus ninhos quando chegar a hora e não lhes reclamem para que voltem.
Eles os quererão para sempre e terão também seus lares, nos quais, algum dia, ficarão sós, porém terão tido seus lares e suas vidas. Deixem-nos livres.
Amem-nos com liberdade, não apaguem o fogo de suas vidas.
Vivam e deixem viver, assim eles os quererão sempre.

Gibran Khalil Gibranilustre poeta libanês, filósofo e artista. Nasceu em 1883 3 morreu em 1931. Sua forma e sua influência se derramaram por todo o mundo. Suas reflexões e sua poesia foram traduzidas para mais de 20 idiomas, e seus desenhos e pinturas são expostos em grandes cidades do mundo.

sábado, 30 de maio de 2009

Horóscopo das flores – Orquídea

Orquídea – 13 dezembro a 5 janeiro

Na China antiga, as orquídeas eram associadas às festas da primavera. As pessoas que são regidas por este signo irradiam alegria e felicidade. Elas possuem uma pureza espiritual, que transmite paz e harmonia. A flor também está associada à fertilidade. Assim, quem é Orquídea, é
capaz de produzir com extrema facilidade. A criação faz parte da sua natureza. Não há por que ficar preso na terra. Não gostam da rotina, do senso comum, da mediocridade, seu mundo é o da imaginação.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Um canto na casa....






Achei esse canto super aconchegante e prático, para um escritório e uma pequena biblioteca. Esse projeto foi feito por Renata Bartolomeu, para um apartamento de pequena dimensão.

Horóscopo das flores – Rosa

Rosa – 29 de agosto a 23 de setembro

A rainha das flores evoca o espírito de liderança e organização. As pessoas do signo de Rosa nasceram para comandar e não, para serem comandadas. Elas usam os espinhos como escudo para enfrentar as batalhas da vida. Uma das virtudes é não mostrar suas fraquezas. Por outro lado, a origem da rosa remonta ao mito de Adônis. Do sangue do amado de Afrodite (Vênus) teriam brotado as primeiras rosas vermelhas. Assim, quem é Rosa, também é apaixonado pela vida. Não desiste nunca, mesmo nos momentos mais difíceis. Acredita que sempre é possível plantar uma nova semente e renascer.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Horóscopo das flores – Papoula

Papoula – 11 de maio a 31 de maio

A Papoula representa a terra. Quem nasce sob o seu signo, traça um caminho e corre atrás dos seus objetivos pessoais e profissionais, sempre em busca do novo. Na verdade, quem é Papoula, vive a sua vida e sabe ficar quieto no seu canto. Sua palavra é a independência. Na Rússia, permanecer uma Papoula significa ficar sozinho ou solteiro. Este signo também está fortemente ligado ao sono e ao esquecimento.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Clarice Lispector

quadro feito por De Chirico


"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."

"Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam"



Clarice Lispector nasce em Tchetchelnik, na Ucrânia, no dia 10 de dezembro 1920, tendo recebido o nome de Haia Lispector, terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector.

Seu pai consegue, em Bucareste, um passaporte para toda a família no consulado da Rússia. Era fevereiro 1922, quando foram para a Alemanha e, no porto de Hamburgo, embarcam no navio "Cuyaba" com destino ao Brasil. Chegam a Maceió em março 1922, sendo recebidos por Zaina, irmã de Mania, e seu marido e primo José Rabin, que viabilizara a entrada da família no Brasil mediante uma "carta de chamada". Por iniciativa de seu pai, à exceção de Tania(irmã), todos mudam de nome: o pai passa a se chamar Pedro; Mania(mãe) Marieta; Elisa(irmã); e Haia em Clarice. Pedro passa a trabalhar com Rabin, já um próspero comerciante.

Morre a mãe de Clarice no dia 21 de setembro 1930. Nessa época, com nove anos, matricula-se no Collegio Hebreo-Idisch-Brasileiro, onde termina o terceiro ano primário. Estuda piano, hebraico e iídiche. Uma ida ao teatro a inspira e ela escreve "Pobre menina rica", peça em três atos, cujos originais foram perdidos. Seu pai resolve adotar a nacionalidade brasileira.

Pedro, pai de Clarice, em Dezembro de 1934, decide transferir-se para a cidade do Rio de Janeiro. Viaja em companhia de sua irmã Tania e de seu pai, na terceira classe do vapor inglês "Highland Monarch". Vão morar numa casa alugada perto do Campo de São Cristóvão. Ainda nesse ano, mudam-se para uma casa na Tijuca, na rua Mariz e Barros. No colégio Sílvio Leite, na mesma rua de sua casa, cursa o quarta série ginasial. Lê romances adocicados, próprios para sua idade.

Inicia seus estudos na Faculdade Nacional de Direito em 1939. Faz traduções de textos científicos para revistas em um laboratório onde trabalha como secretária. Trabalha, também como secretária, em um escritório de advocacia.

Casa-se em 1943 com o colega de faculdade Maury Gurgel Valente e termina o curso de Direito. Seu marido, por concurso, ingressa na carreira diplomática.

Nascimento do primeiro, filho Pedro, ocorrido em 10 de setembro 1948.

Em 10 de fevereiro 1953, nasce Paulo, seu segundo filho.

Separa-se do marido e, em julho 1959, regressa ao Brasil com seus filhos.

Na madrugada de 14 de setembro de 1966 dorme com um cigarro aceso , provocando um incêndio. Seu quarto ficou totalmente destruído. Com inúmeras queimaduras pelo corpo, passou três dias sob o risco de morte — e dois meses hospitalizada. Quase tem sua mão direita — a mais afetada — amputada pelos médicos. O acidente mudaria em definitivo a vida de Clarice.

Clarice morre, no Rio, no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes do seu 57° aniversário vitimada por uma súbita obstrução intestinal, de origem desconhecida que, depois, veio-se a saber, ter sido motivada por um adenocarcinoma de ovário irreversível. O enterro aconteceu no Cemitério Comunal Israelita, no bairro do Caju, no dia 11.

Algumas obras de Clarice:

Romances
  • Perto do Coração Selvagem (1944)
  • O Lustre (1946)
  • A Cidade Sitiada (1949)
  • A Maçã no Escuro (1961)
  • A Paixão segundo G.H. (1964)
  • Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres (1969)
  • Água Viva (1973)
  • A Hora da Estrela (1977)
  • Um Sopro de Vida (pulsações) (1978)
Contos
  • Alguns Contos (1952)
  • Laços de Família (1960)
  • A Legião Estrangeira (1964)
  • Felicidade Clandestina (1971)
  • A Imitação da Rosa (1973)
  • A Via Crucis do Corpo (1974)
  • Onde Estivestes de Noite (1974)

"Ao mesmo tempo que ousava desvelar as profundezas de sua alma em seus escritos, Clarice Lispector costumava evitar declarações excessivamente íntimas nas entrevistas que concedia, tendo afirmado mais de uma vez que jamais escreveria uma autobiografia. Contudo, nas crônicas que publicou no Jornal do Brasil entre 1967 e 1973, deixou escapar de tempos em tempos confissões que, devidamente pinçadas, permitem compor um auto-retrato bastante acurado, ainda que parcial. Isto porque Clarice por inteiro só os verdadeiramente íntimos conheceram e, ainda assim, com detalhes ciosamente protegidos por zonas de sombra. A verdade é que a escritora, que reconhecia com espanto ser um mistério para si mesma, continuará sendo um mistério para seus admiradores." (Pedro Karp Vasquez)

fontes: Wikipédia
tvcultura.com.br
claricelispector.com.br
releituras.com